Por: Rosana Vieira
Presidente do Instituto Agir

A pandemia de COVID-19 ainda não acabou e o mundo ainda tenta se adaptar a essa nova realidade, mas apesar de todos os impactos impactos econômicos, sociais e culturais que o mundo está enfrentando, é possível extrair algumas lições que devem ser aprendidas pelo serviço público brasileiro. Iniciamos aqui uma série com 4 artigos que mostrarão as quatro lições que a pandemia trouxe para o serviço público.

LIÇÃO 1
O novo normal é mais digital

O mundo não voltará ao que era antes, como bem alertou o Diretor-Geral da OMS – Organização Mundial de Saúde, Tedros Adaron: “…não voltaremos ao antigo normal. Parte de ajustar-se ao novo normal é encontrar formas de viver em segurança”. Essa constatação do afeta todas as áreas da economia, inclusive os governos.

Para dar continuidade aos trabalhos durante a pandemia, muitos órgãos foram obrigados a entrar no mundo digital. Alguns tiveram que digitalizar seus processos, muitos aderiram ao home office e os aplicativos de videoconferência passaram a fazer parte da rotina de muitos servidores.

A partir de então, é possível afirmar que muitas verdades que pareciam absolutas deixaram de fazer sentido. Não faz mais sentido continuar perdendo horas do dia carimbando folhas, assinando documentos em papel, autuando processos físicos quando sabemos que existem soluções tecnológicas que fazem tudo isso em segundos e custam bem menos para os cofres públicos.

Não faz sentido insistir em manter trabalhos presenciais em algumas atividades, quando o home office se mostrou mais produtivo e mais barato: o Ministério da Economia anunciou que economizou cerca de R$ 1,02 bilhões e o Judiciário aumentou sua produtividade em 30%, segundo o CNJ após a adoção do home office.

Também não faz mais sentido gastar com diárias e passagens aéreas em visitas técnicas quando o conhecimento puder ser adquirido por videoconferência.

Enfim, em 2021, os governos precisam repensar suas ações, serviços e orçamentos a partir desse novo contexto. Um cenário que os obriga a ser cada

Fonte: INSTITUTO AGIR

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