A um mês do início da maior festa folclórica do Estado, o Flor-do-Maracujá 2019 está na iminência de não acontece. Pelo menos, esta é a posição adotada pela Federon, a entidade que congrega os grupos folclóricos de quadrilha e boi-bumbá, e que são as grandes vedetes da mostra realizada há quase quatro décadas na capital do Estado.

Em carta divulgada quinta-feira (30), a direção da Federon deixa claro sua insatisfação com a forma como o Governo do Estado trata a questão pelo Governo do Estado através da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e lazer (Sejucel) que banca apenas as estruturas pontuais (palco, som e iluminação), sem se preocupar com a logística.

Na carta, a federação se mostra profundamente com a atitude dos dirigentes da Sejucel que interfere demais nas ações do Flor-do-Maracujá, mas não se preocupam com questões decisivas como o repasse financeiro, transporte e outras despesas das agremiações folclóricas que deveriam ser bancadas pelo Governo estadual.

Em uma das várias reuniões realizadas entre a Sejucel e a Federon ficou claro que a Federon estava disposta a romper com o Estado por não concordar com alguns posicionamentos. O Parque de Exposições, por exemplo, onde a festa é realizada pertence ao Estado, mas quem administra e banca as manutenções é a federação.

Além de não custear despesas como o alvará dos Bombeiros e outras taxas, se beneficiando indiretamente com o recolhimento de impostos gerados pela festa, o Governo ainda se promove politicamente como o idealizador da festa, através de uma campanha publicitária, levando quase todos os louros da vitória.

A gota d´água no impasse é que além de não contribuir com quase nada para um dos maiores festivais folclóricos da região, a Sejucel ainda condena a cobrança de taxas dentro do espaço público onde é realizado a festa. Por isso, a Federon termina sendo condenada pelo Governo a não ter repasse financeiro.

No próximo domingo 2 de junho está prevista o lançamento do Flor-do-Maracujá. Como acontecerá esse lançamento sem a presença dos verdadeiros donos da festa?.

Fonte: Viarondônia

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