Projeto “Se a vida ensina, eu sou aprendiz” incluí mais de 200 adolescentes em conflito com a lei no mercado de trabalho

lei..Porto Velho – O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia e Acre, o Juizado da Infância e da Juventude em Porto Velho e os órgãos e instituições parceiros do projeto “Se a vida ensina, eu sou aprendiz”, avaliaram os resultados obtidos no primeiro ano de ações voltadas à inclusão no mercado de trabalho de adolescentes em conflito com a lei.
De acordo com os números apresentados pelo Juizado da Infância e Juventude de Porto Velho, foram incluídos no mercado de trabalho 212 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas enteio aberto. Outros 152 adolescentes estão com a documentação pronta para contratação, restando ainda 230 cuja documentação está pendente. No total, foram 594 atendimentos, números considerados surpreendentes pelas instituições participantes, em tão curto espaço de tempo – pouco mais de onze meses de vigência do projeto. O projeto teve início em 5 de dezembro de 2014, com a assinatura de Termo de Cooperação Técnica.

ATENDIMENTOS:  No total, foram 594 atendimentos em onze meses, números considerados surpreendentes pelas instituições participantes
ATENDIMENTOS: No total, foram 594 atendimentos em onze meses, números considerados surpreendentes pelas instituições participantes

Sob a coordenação do procurador-chefe do MPT em Rondônia e Acre, Marcos G.Cutrim, e do juiz de Direito Marcelo Tramontini, titular da 2ª vara da Infância e da Juventude de Porto Velho e coordenador estadual dos Juizados da Infância e da Juventude da Justiça o projeto “Se a Vida Ensina, eu sou aprendiz” tem por objetivo a qualificação e o desenvolvimento pessoal e profissional de adolescentes em situação de vulnerabilidade, sobretudo aqueles oriundos do Sistema Socioeducativo do Estado de Rondônia, e os jovens vítimas de trabalho escravo e trabalho infantil na em Porto Velho.
A reunião realizada nesta semana contou com a presença da procuradora do Trababalho Suely Teixeira Bessa, da Coordenadoria de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes do MPT no Rio de Janeiro, que veio a Porto Velho, a convite do procurador-chefe do MPT em Rondônia e Acre, para trazer contribuições ao projeto implantado no estado e em fase de ajustes e adaptações.

COORDENA: Projeto tem na coordenação o procurador chefe do MPT em Rondônia e Acre, Marcos G. Cutrim e o juiz de Direito Marcelo Tramontini, do Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho
COORDENA: Projeto tem na coordenação o procurador chefe do MPT em Rondônia e Acre, Marcos G. Cutrim e o juiz de Direito Marcelo Tramontini, do Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho

“O trabalho que Rondônia está desenvolvendo, para inserir no mercado de trabalho adolescentes em conflito com a lei tem tudo para ser um paradigma (modelo) para outros Estados”, disse a procuradora, ao ser informada sobre os primeiros resultados obtidos pelo considerável número de entidades e órgãos estaduais parceirosenvolvidos com o projeto.
Na mesa de debates, o promotor de Justiça, Marcos Tessila, da Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado de Rondônia teceu comentários sobre os desafios a serem superados pelos órgãos parceiros visando ao cumprimento das metas a serem levadas a efeito no segundo ano de ações do projeto, as quais devem ser traçadas em seminário a ser realizado no início do próximo ano de 2016, logo após o período carnavalesco.
Participaram também da mesa de debates, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, Rondônia e Acre, desembargador Francisco Cruz, o juiz do Trabalho Edilson Cortez, auxiliar da presidência do TRT-14, o auditor fiscal do trabalho Renato Soares e a coordenadora do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Rondônia, Carmelita Domingues.
Entre os representantes de órgãos parceiros do projeto, entre outros, estiveram presentes: Maria das Graças (Centro Social Salesiano), Tânia do Socorro Silva da Silva (Semas / Acolhimento Institucional); Rosalva Ferreira da Silva (Fecomércio); Carlos Henrique e Maria Gorete (Instituto Federal/IFRO); Carolina (CIEE), Maria do Socorro Leite (Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Individuos/Semas); Marcia Harue (Ministério do Trabalho e Emprego); Francisco Marto (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos); Júnior César Minin (Creas/Sema) e Suany Lacerda (Senai-RO).

PARADIGMA: “O trabalho que Rondônia está desenvolvendo, para inserir no mercado de trabalho adolescentes em conflito com a lei tem tudo para ser um paradigma (modelo) para outros Estados”, disse a convidada, procuradora Suely Bessa
PARADIGMA: “O trabalho que Rondônia está desenvolvendo, para inserir no mercado de trabalho adolescentes em conflito com a lei tem tudo para ser um paradigma (modelo) para outros Estados”, disse a convidada, procuradora Suely Bessa

Fonte: MPT-RO-AC

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