O Projeto Pequeno Cidadão cumpriu sua segunda edição na última sexta-feira, 21, das 7h às 15h, no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Ji-paraná, oferecendo palestras, atividades recreativas e audiências com os adolescentes em conflito com a lei, inspeção, além da visita dos pais. Diferentemente da primeira edição, não houve emissão de CPF´s, pois todos já possuem o documento. As palestras foram preparadas com temas específicos aos adolescentes e aos pais, sendo apresentadas separadamente.

Entre outros pontos, nas 39 audiências realizadas foram feitas avaliações individuais dos socioeducandos, nas quais foi verificada a possibilidade de progressão da medida de internação. Essa progressão pode ser para a liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade. As audiências foram conduzidas pela juíza titular da Vara da Infância e da Juventude de Ji-Paraná, Ana Valéria de Queiroz Santiago Zipparro, acompanhada pela promotora de Justiça Conceição Forte Baena e pela defensora pública Lívia Carvalho Cantadori Iglecias.

A parte de palestras com o tema “Drogadição” foi abordada por Humberto Muller, médico psiquiatra pela Universidade Luterana do Brasil no Rio Grande do Sul, especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), da qual é membro, professor titular de Saúde Mental do curso de medicina da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (Facimed), diretor-secretário do Núcleo de Psiquiatria de Rondônia (NPR) e psiquiatra titular do Centro de Atenção Psicossocial (CPASII) de Ji-Paraná. Evandro Rios Soté, médico, palestrou sobre “Tabagismo”.

Com o tema “Jovem, Sonhe Alto!”, Walmir Étori levou motivação aos adolescentes, explorando sua experiência em marketing, negócios, humor e mágica, que é uma das ferramentas que mais prende a atenção do público. Além dessas características Étori é escritor, formado em Tecnologia em Negócios pela Ulbra de Canoas-RS, gestor de recursos humanos, conferencista nacional de meio ambiente, com ações voltadas ainda à assistência social e economia solidária. Ao mesmo tempo, a equipe do “Programa Amor Exigente” conversou com os pais dos adolescentes.

O soldado PM Luiz Fernando Vieira, professor de Educação Física e voluntário, foi responsável pela parte recreativa, promovendo atividades físicas aos participantes.

A inspeção no CASE é realizada a cada dois meses, junto com as audiências concentradas, como informado pela juíza Ana Valéria, como forma de avaliação das medidas de internação, seja para progressão, saída temporária ou solução de reclamações. Sobre os resultados diz estarem sendo satisfatórios e que a cada etapa há avanços que irão contribuir para a melhoria do atendimento aos socioeducandos.

A programação das novas etapas inicia logo após o encerramento da última e, na visão de Ana Valéria, isso aprimora as etapas subsequentes, que trazem conteúdo adaptado com a evolução do atendimento colhido por meio de formulário apresentado para os socioeducandos, parentes, socioeducadores e equipe técnica.

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