Conforme o prometido, os profissionais da área de enfermagem voltaram a protestar na manhã desta sexta-feira (20), na frente do pronto-socorro do Hospital João Paulo II em Porto Velho. O manifesto, que fechou uma faixa da Avenida Campos Sales, começou por volta de 8 horas (local) e reuniu dezenas de trabalhadores.

A categoria, composta por técnicos, auxiliares e enfermeiros, reivindica o possível aumento no número de plantões. Atualmente os profissionais tiram de 12 a 13 plantões por mês. Porém, com a nova decisão do Estado, passariam a tirar de 14 a 15 plantões por mês, com 40 horas semanais.

No protesto desta sexta-feira, os trabalhadores usaram faixas pedindo a “regulamentação dos turnos ininterruptos “. Durante o manifesto, o trânsito na região do hospital ficou congestionado.

Os manifestantes dizem que a escala atual de plantões exigida pelo governo, de 40 horas, já são cumpridas e que eles trabalham sem pausa para descanso.

“Nós não temos horário de repouso ou almoço. Nós vamos almoçar, engolimos a comida e já voltamos para atender o paciente”, diz Wanderley, técnico de enfermagem do Hospital João Paulo II.

Na última terça-feira (17), os profissionais de enfermagem já tinham realizado um protesto na frente do Hospital João Paulo II.

Em nota divulgada, o estado afirmou que a instalação de pontos eletrônicos nas unidades de saúde faz parte de uma recomendação feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público de Rondônia (MP-RO).

Abaixo, veja na íntegra o que diz o governo sobre a mobilização dos trabalhadores da saúde:

O Governo do Estado de Rondônia vem a público informar à população que a medida de instalação de folha de ponto eletrônica e controle de jornadas de trabalho em unidades de saúde da rede pública estadual adotados pelo Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) é em cumprimento à recomendação do Tribunal de Contas (TCE-RO) e do Ministério Público Estadual (MPE-RO).

Que não há por parte do Governo nenhuma determinação para aumento de carga horária de trabalho e sim o devido cumprimento da carga horária prevista em concurso público para todos os profissionais e que não privilegia nem discrimina nenhuma classe.

Esta medida dos órgãos de controle (TCE e MPE) é conclusão de um processo que vem sendo discutido desde 2017, foi concluído em 2019 e visa garantir a existência de mecanismos de controle que inibam irregularidades nos serviços executados.

O Governo reconhece o direito legítimo de reajuste salarial dos servidores e que por isso já vem realizando reuniões com os sindicatos das categorias, buscando formas de atender aos profissionais da saúde que tanto se dedicam em cuidar daqueles que precisam de atendimento.

O Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, buscando encontrar uma solução para o impasse, agendou com membros do TCE e MP uma mesa de negociações com representantes dos sindicatos das categorias da saúde, promotores e desembargadores para segunda-feira 23 na Sede do TCE.

Fonte: G1

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