Há exatamente um ano, no dia 19 de março de 2020, o primeiro caso de Covid-19 era confirmado em Rondônia, mas só foi reconhecido pela Sesau e pelo Ministério da Saúde no dia seguinte. Desde então, passamos pela primeira onda, tivemos a falsa impressão de que estava chegando ao fim, a segunda onda de contaminações chegou com novas cepas, casos de reinfecção, aumento no número de internações, colapso no sistema de Saúde de diversas cidades e recorde de casos e mortes.

Em 365 dias, o número de infectados pelo vírus, que se espalhou rapidamente em escala mundial, passou de um para 171.718, enquanto as mortes já chegam a 3.553, de acordo com os dados mais recentes do governo estadual.

Dos casos confirmados, Porto Velho é a cidade com o número maior de pessoas contaminadas, chegando a 62.563, seguido de Ariquemes com 14.370.

O aniversário da pandemia no estado ocorre justamente no pior momento da doença. Um ano depois, Rondônia enfrenta um colapso, registrando hospitais lotados e o grande aumento nos casos de contaminação e internações. Mesmo com constantes recargas em leitos de UTI, a ocupação é de 100%. A fila de espera por leitos, segundo a última atualização do Governo, era 164 pacientes, até ontem.

Há dois dias, na última quarta-feira (17), Rondônia registrou recorde de 1.960 novos casos de Covid-19 em 24 horas.

Especialistas apontam que o Estado vive o período mais difícil desde o início da pandemia e que não há previsão, ao menos por enquanto, de melhora no cenário.

Diante da atual situação, pacientes tiveram de ser transferidos para outros lugares. O governo de Rondônia pediu ajuda ao Ministério da Saúde para conseguir médicos.

Para pesquisadores e profissionais de saúde, o colapso em Rondônia se deve a alguns fatores: a baixa adesão ao isolamento social desde novembro de 2020, as dificuldades para contratar profissionais de saúde e um possível impacto de uma nova variante do coronavírus, detectada recentemente em Manaus (AM).

Primeiro caso

O primeiro teste positivo para coronavírus foi registrado em Ji-Paraná (RO). A prefeitura informou o caso no dia 19 de março, mas ele só foi reconhecido pela Sesau e pelo Ministério da Saúde no dia seguinte, dia 20. O paciente, um homem de 29 anos, esteve na cidade a trabalho e, pouco após o diagnóstico, voltou para São Paulo, onde morava.

Vacina

Rondônia foi o último estado brasileiro a receber a vacina contra Covid-19. 49 mil doses da CoronaVac chegaram na Base Aérea, em Porto Velho, no dia 19 de janeiro. Os primeiros vacinados em Rondônia serão Karina Zingra, médica do Hospital de Campanha da capital, Márcio James que é enfermeiro do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) e o indígena Elivar Karitiana.

Quarta-feira (17), o Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), recebeu o 9º lote com 25.200 doses de vacina contra a Covid-19. Somando com esta remessa, Rondônia totaliza a distribuição de 166.808 doses de vacinas, sendo 149.808, da CoronaVac e 17.000, da AstraZeneca (Fiocruz).

Rondônia é um dos estado que menos vacinou contra a Covid-19 no Brasil, de acordo com informações do Consórcio de Veículos de Imprensa obtidas a partir das secretarias de Saúde. Pouco mais de 3% dos rondonienses foram imunizados.

Fonte: Mais RO

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