Conhecida pela história de luta em defesa de moradias populares, já que passou vários anos morando em “ocupações”, a presidente do PL MULHER em Porto Velho é uma das candidatas que está conseguindo se destacar, numa campanha modesta e literalmente sem recursos. Marisa é a única mulher numa família de seis irmãos, técnica em contabilidade e atuante no setor publicitário.
Marisa Amorim tem trabalhado para consolidar a presença de mulheres no cenário político regional e em visitas e reuniões, faz discurso que enfatizando o engajamento verdadeiro das mulheres na política, minimizando a própria candidatura. “Não é tão importante que eu me eleja. Importante é que as mulheres entendam a força que tem e o que podem fazer por Porto Velho, por Rondônia e pelo Brasil….não é questão de “empoderamento”….é questão de responsabilidade, de participação, de nivelamento social”, diz Marisa.
A presidente do PL MULHER em Porto Velho tem baseado a campanha na Zona Leste, mas o esforço maior é mostrar as mulheres o quanto é importante o engajamento político. Antes de pedir voto, Marisa Amorim pede às mulheres filiação partidária e coragem para, conforme ela, “mostrar as caras”. De forma lógica, Marisa Amorim pontua que uma mulher candidata tem muito mais dificuldades que um homem. “ A mulher se candidata mas tem família. Tem filhos para cuidar, tem casa para administrar, tem roupa prá lavar”, diz Marisa, frisando que a maioria das mulheres candidatas não tem como se dedicar integralmente a campanha, sem ter “padrinho”. Segundo a presidente do PL MULHER , existe uma enorme diferença entre candidato e candidata. “ Nós vamos na raça, pedimos votos, mostramos nossas propostas e voltamos pra cuidar da casa, lavar roupa e cuidar da família”, dispara Marisa Amorim.
O argumento de Marisa Amorim é coerente. A maioria dos partidos se preocupa em registrar candidatas por causa da obrigatoriedade da Lei Eleitoral. No mínimo 70% das candidatas não estão engajadas politicamente e registram candidatura sob influência de lideranças partidárias descompromissadas. Essa situação, garante Marisa Amorim, não acontece no PL, que tem como presidente da Executiva Estadual e ex-deputado federal Luiz Claudio da Agricultura. “ Não estamos aqui para obedecer “cotas”. Nós estamos num movimento sério, forte e responsável. Nós podemos e faremos diferença”, garante Marisa Amorim.

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