Moreira e Janot: investigações claudicantesA detenção de Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, repercutiu nas redes sociais. Internautas interpretaram que a ação intempestiva da PF como uma maneira de Sérgio Moro trazer novamente o PT para o foco da Lava-Jato. Há dois meses integrantes do primeiro escalão do governo Temer passam a figurar nas investigações e três ministros caíram após denúncias neste período. Pelo menos outros seis ministros são investigados pela Lava-Jato ou outros esquemas. Entretanto, até agora nenhuma ação efetiva contra as nomeações foi tomada pela Justiça.

E uma questão paralela foi levantada: por que a mulher de Cunha, a jornalista Claudia Cruz, não teve o mandado de prisão expedido ainda e sim o ex-ministro de Dilma? Mesmo Eduardo Cunha, réu em dois processos no STF, continua dando as cartas na política.

Também chama a atenção que a Operação da PF ocorra horas após Paulo Cesar Morato, um arquivo do escândalo envolvendo o caixa dois da campanha do PSB à presidência em 2014, tenha sido encontra morto em Olinda – leia aqui.

Em inquérito da PGR, o executivo Leo Pinheiro, da OAS, citou recentemente o secretário de governo de Michel Temer, Moreira Franco, como beneficiário de propina. As revelações estão num anexo específico sobre a participação da OAS na concessão de aeroportos. Moreira era ministro da Aviação Civil. Segundo Léo, a OAS, por meio da Invepar, foi privilegiada na concessão do aeroporto internacional de Guarulhos”. O detalhe é que Moreira não goza de imunidade parlamentar.

Nesta investigação da OAS, outros nomes também são citados: além do presidente interino, Michel Temer, figura o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Janot faz referências a doação de R$ 5 milhões que Pinheiro teria feito a Temer e afirma que o pagamento tem ligação com a obtenção da concessão do aeroporto de Guarulhos, atualmente com a OAS.

“Léo Pinheiro afirmou que explicaria, pessoalmente, para Eduardo Cunha (sobre a doação), mas que o pagamento dos R$ 5 milhões para Michel Temer estava ligado a Guarulhos”, revela Janot.

Mas algo chama a atenção de quem teve acesso ao documento: o procurador-geral, porém, não pede especificamente para investigar esses fatos relacionados a Temer nem diz se entrarão no objeto do inquérito.

Um internauta de Conexão Jornalismo sentenciou:

– Isso foi planejado para colocar um ponto final na tentativa da Dilma de voltar ao poder. Depois do desgaste de Temer nos últimos dias, o risco do golpe falhar era grande.

Outro, foi um pouco mais detalhista na dúvida que paira sobre as ações de Moro:

– Parece que o Michel Temer levou propina. E ele não é preso. Parece que o Aecinho está envolvido em uma cacetada de denúncias envolvendo propina. E ele não preso. Parece que o Cunha… já sabemos de tudo. E ele não é preso. Parece que o Renan, o Sarney e o Moreira… E eles não são presos. Parece que o Paulo Bernardo, ex-ministro do PT… E ele é preso? Pode isso, Arnaldo?

 Conexão Jornalismo

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