A ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã infelizmente não será aberta tão cedo ao público. O primeiro motivo, pelo lado ruim, é que, embora até o final da terça-feira não tenha sido confirmado oficialmente, a inauguração oficial pode ser transferida do próximo dia 29, para 7 maio, por problemas na agenda do presidente Jair Bolsonaro e, só depois da festividade, haveria autorização para o início do tráfego. No outro lado da moeda, o novo atraso da obra, que já está  totalmente pronta, seria por uma causa das mais importantes. Dnit, do governo federal; Emdur, da Prefeitura de Porto Velho e a Energisa, empresa privada responsável pela distribuição de energia no Estado, estão negociando para a implantação de um sistema de iluminação na ponte, o que poderia acontecer até antes da inauguração oficial. Isso seria uma surpresa total, caso se tornasse realidade, porque no projeto original e mesmo depois das modificações feitas durante o andamento da obra, não havia qualquer previsão de que ela fosse iluminada. A Presidência da República, contudo, ainda não confirmou oficialmente a mudança da data de inauguração. O Dnit não oficializou a colocação de postes e iluminação. O diretor geral do Dnit, André Lima dos Santos, até o anoitecer da terça, ainda não tinha recebido nenhuma informação sobre a mudança. Existia apenas informação extra-oficial de que a Jair Bolsonaro só poderia vir no dia 7 de maio, uma sexta-feira e não mais no dia 29 deste mês, como estava projetado há várias semanas. Inclusive o roteiro da comitiva presidencial já estava organizado, com chegada prevista para às 10h30 da manhã no aeroporto Jorge Teixeira e depois, numa viagem de helicóptero até a ponte.

O que surpreende, em relação à ponte, é que, quando se anuncia a transferência oficial da inauguração, a obra, totalmente pronta, só poderia ser aberta ao trânsito depois da inauguração oficial. Ou seja, uma obra gigantesca, de enorme importância para o país e para a região, teria que ficar fechada durante por mais 17 dias, apenas para aguardar sua abertura, numa solenidade com o Chefe da Nação. Se fosse só isso, se poderia reclamar, porque não é possível que uma ponte gigantesca, ao custo de quase 200 milhões de reais, que demorou anos para ser concluída, ainda teria que ficar fechada apenas para receber autoridades e seus discursos. Mas, com a nova informação de que o atraso também teria relação com a instalação de um sistema de iluminação, ao menos ameniza essa decisão política de esperar pelo Presidente tanto tempo, com a ponte já pronta para receber tráfego. O que se espera, agora, nessa reta final, que os três envolvidos nas negociações pela luz na ponte (Dnit, Emdur e Energisa), consigam concretizar esse projeto, fazendo uma grande surpresa agradável aos futuros usuários de uma das mais importantes obras federais construídas no Estado e na região norte em anos.

Fonte: Blog Opinião de Primeira/Sérgio Pires

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