PF combate exploração sexual, comércio ilegal de pedras preciosas e venda de títulos em sete estados

PFFEUma mulher prestou depoimento, por meio de mandado de condução coercitiva, na manhã desta quinta-feira (26), na sede da Polícia Federal, sobre um suposto esquema de exploração sexual, comércio ilegal de pedras preciosas e minérios, além de venda de títulos de dívida pública. O depoimento faz parte da Operação Soldner, que também é realizada no Distrito Federal, em Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Tocantins.

Segundo o chefe de comunicação social da PF, Giovani Santoro, no Recife, foi cumprido, apenas, um mandado de condução coercitiva. A mulher, que é integrante de uma igreja evangélica, informou que conheceu um dos criminosos que está sendo investigado na operação. Segundo ela, o homem, que disse que possuía garimpo em Goiás, queria levá-la para Dubai. Para mostrar poder, ele teria, inclusive, ostentado pedras preciosas, incluindo diamantes.

Ainda segundo a PF, a mulher rejeitou a proposta e desconfiou que poderia ser explorada sexualmente. Ela foi ouvida e, em seguida, liberada. Ainda de acordo com Giovani Santoro, nos sete estados estão sendo cumpridos 58 mandados judiciais, sendo 10 de prisão temporária, 19 de busca e apreensão e 29 de condução coercitiva.

A PF explicou que a quadrilha começou a ser investigada em 2013, após receber denúncia de que integrantes vendiam urânio para grupos extremistas, que estariam ligados a ações terroristas. A questão ainda é apurada pelos policiais, mas a suspeita é que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 500 milhões.

De acordo com as investigações, o material saía do Brasil, passava por Portugal, Bélgica e Israel até chegar a Dubai. A organização criminosa é dividida em dois grupos. O primeiro era responsável pela comercialização ilegal das pedras preciosas. Já a outra parte seria composta por autônomos e pequenos empresários que comercializavam, mediante fraude, títulos da dívida pública e moeda estrangeira, em transações financeiras envolvendo bancos venezuelanos.

Os investigadores suspeitam que o comércio de moedas e títulos estaria vinculado à lavagem de dinheiro do grupo. Os integrantes da quadrilha podem responder por crimes como usurpação de matéria prima da União e formação de organização criminosa. As penas, somadas, podem chegar a 37 anos de prisão.

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