Pedagoga relata experiências e rotina de adaptação ao ensino à distância durante a pandemia

O Governo de Rondônia vem buscando todas as alternativas para fortalecer a área educacional nos 52 municípios do Estado. Com o apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) os profissionais tem buscado alternativas para se adaptar a uma nova rotina. Ensino à distância, métodos de pesquisas e estudos, criações de plataformas, tudo tem sido reforço para dar continuidade ao ensino sem prejudicar o avanço dos alunos da rede estadual.

Nesta data, 20 de maio, Dia Nacional do Pedagogo, a profissional da Educação, pedagoga Eliane Alves Freitas relata a trajetória que professores e alunos tiveram que passar para se adaptar à nova situação.

Eliane atua há 13 anos na Escola Estadual Paulo de Assis Ribeiro, é especialista em gestão e supervisão escolar e docência do Ensino Superior. Há oito anos vem atuando na área de supervisão desenvolvendo ações pedagógicas, orientando e dando suporte aos professores.

A pedagoga conta com o apoio de outra supervisora, a professora Valdete Bolsoni. Juntas, tiveram que se reinventar para desenvolver os trabalhos educacionais com os alunos desde o início da pandemia. “Toda essa reinvenção teve uma hierarquia, em que a Seduc providenciou as documentações e primeiros ajustes, encaminhando às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) que, então, deram suporte para que as escolas desenvolvessem os trabalhos junto aos alunos”.

A pedagoga conta que, ainda em 2020, iniciaram as aulas de forma remota e a escola foi se organizando conforme as novidades iam chegando. Primeiramente os professores iam passando as atividades pelo aplicativo Classrom (plataforma – sala de aula remota), os alunos respondiam e encaminhavam ao sistema para correção e feedback. Como o método de ensino era novidade para todos, surgiram então as reclamações de alunos que estavam com dificuldades no aprendizado nas matérias de exatas.

Para este ano, a unidade, por meio da Seduc também, conseguiu inovar com as aulas on-line. “Hoje, na nossa escola, os professores trabalham no período matutino, ficando quatro horas com os alunos, de segunda à sexta-feira. Ministrando aulas e tirando as dúvidas”, conta.

Aos alunos que não têm acesso à internet, a escola disponibiliza os materiais impressos. “Os professores organizam o material mensalmente, a escola imprime e fornece a esses alunos”. E graças à modernidade, todo contato com pais, responsáveis e alunos é feito de forma remota, pelas plataformas de comunicação.

A supervisora reforça que o Governo não tem medido esforços para o avanço educacional, disponibilizando os materiais educativos “Revisa Enem”, “Microkids” e “Coleção Diálogos”. A Escola Paulo de Assis Ribeiro também vem abraçando a modalidade tecnológica e buscando meios que possam contribuir com os ensinamentos. Os professores conseguiram criar jogos on-line, baseados nas atividades trabalhadas com os alunos, trazendo interação e ânimo aos discentes de maneira positiva, envolvendo diversão e aprendizado.

Outra novidade trabalhada pela escola é a criação da Biblioteca Virtual, para realização de leitura a qualquer momento, tendo também áudiobook para atender os alunos audiovisuais. Para as disciplinas de ciências e biologia, o professor Wermiton Thiago desenvolveu um laboratório virtual. Nessa plataforma, o docente consegue ensinar passo a passo as experiências para que os alunos possam colocar em prática. Outra inovação foi a criação de um museu virtual para aula de artes, desenvolvido pela professora Malviana Franco, nesta plataforma os alunos conseguem acompanhar e explorar as artes dos artistas, tendo acesso a histórias e imagens.

Eliane enfatiza que, os resultados têm dado muito certo, “apesar do susto e pânico que surgiu em 2020 quando ninguém sabia como iriam ficar as coisas e tudo foi se ajeitando, nós supervisoras mediamos a ação entre os professores, por meio de um portfólio virtual, em que os docentes são inseridos na plataforma como alunos e dentro deste programa eles contam com uma ampla modernização de informações. Documentações, Calendário escolar, planejamento anual por disciplinas, legislação específica, memorando, ofícios, quantidade de alunos de cada série, projeto pedagógico e regime interno, tudo o que o professor precisa para planejar uma boa aula ele tem por meio desse portfólio”, afirmando que essa foi uma maneira para estarem unidos, mesmo que distantes.

Sobre a evasão escolar, Eliane conta que há uma equipe de mediadores, dividida por duas pessoas para cada série. Esses servidores ficam responsáveis por acompanhar a presença dos alunos nas aulas remotas e também o retorno das atividades repassadas para casa. Quando o aluno não encaminha os deveres de casa, a equipe entra em contato com a família para saber os motivos. Em muitos casos, com apenas uma conversa tudo se ajeita. Porém, se durante quinze dias não observarem resultados em relação a determinado aluno, a escola encaminha um relatório ao Conselho Tutelar.

Diante de toda situação, a pedagoga finaliza que hoje os servidores estão com a mente menos abalada, conseguindo desenvolver um trabalho de ensino mais tranquilo. “Nós conseguimos nos organizar, organizar nossos programas, nossos hábitos e por fim nos enquadrar nessa rotina dentro de tudo isso que estamos vivendo mundialmente”.

 

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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