A executiva nacional do PDT se reúne nesta quarta-feira (17) para definir uma punição para os oito deputados do partido que votaram a favor do texto-base da reforma da Previdência, contrariando orientação da sigla.

Entre os oito parlamentares ameaçados de punição – chamados de “desobedientes” pelo presidente do PDT, Carlos Lupi -, está a deputada rondoniense Sílvia Cristina e Tabata Amaral (SP), até então vista como uma das principais apostas de renovação do partido e cotada para disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições do ano que vem.

Em entrevista concedida ontem ao Estadão/Broadcast e à Rádio Eldorado, o ex-ministro Ciro Gomes, principal nome do PDT, defendeu que todos deixem espontaneamente o partido, o que seria “mais digno” do que esperar por uma eventual expulsão.

Questionado se o PDT deve requerer os mandatos desses deputados “infiéis” caso eles optem por deixar a legenda, Ciro disse preferir não entrar “nessa miudice”. No caso contrário, de expulsão, a legislação prevê que o partido perde a cadeira no Congresso.

Além de Sílvia Cristina (RO) e Tabata Amaral (SP) votaram contra acompanharam os parlamentares Alex Santana (BA), Subtenente Gonzaga (MG), Silvia Cristina (RO), Marlon Santos (RS), Jesus Sérgio (AC), Gil Cutrim (MA) e Flávio Nogueira (PI) – oito entre 27 deputados da sigla.

De acordo com o estatuto do PDT, após a reunião, será aberto um prazo para que os deputados se defendam. Depois, a Comissão de Ética prepara um relatório que será levado à Executiva Nacional e, posteriormente, para o Diretório Nacional, instância final de decisão.

Fonte: MaisRO com informações do UOL

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