Para girar a economia governo de Rondônia deve fazer suas obras por contratação indireta, diz presidente do CREA

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Presidente do Crea, Carlos Xavier, afirma que o DER deve priorizar a manutenção das estradas


A indústria da construção civil é a que mais gera emprego para a mão de obra de baixa qualificação e, por isso mesmo, a que mais faz girar a roda da economia em menor espaço de tempo. O governo não pode abandonar esse segmento tão significativo da população que contribui diretamente para a movimentação do comércio e da economia em geral. A observação é do engenheiro Carlos Antônio Xavier, presidente do Conselho regional de Engenharia e Agronomia (Crea), acrescentando que, mesmo sendo o agronegócio a base da economia de Rondônia, a participação da engenharia civil é fundamental para a consolidação do crescimento.

“Quando a engenharia civil não consegue se inserir neste contexto, não vai ser possível recuperar solidamente a economia. Em tudo que a sociedade demanda, existe a essencial necessidade da presença da engenharia e se observarmos o grupo de países denominados ‘tigres asiáticos’, veremos que eles chegaram aonde estão porque priorizaram o ensino e a atividade da engenharia, que é a base da infraestrutura”, observa o presidente do Crea Rondônia.

A intenção da administração do ex-governador Confúcio Moura em orientar o Departamento de Estradas de Rodagem a realizar obras por administração direta e atuar em frentes de obras civis pode ter sido das melhores, mas vem causando transtorno à economia estadual. Essa é uma reclamação de vários segmentos do setor produtivo que começa a ser verbalizada ao governador Daniel Pereira, com apelo para voltar a prestigiar as empresas locais com a realização de obras por contratação indireta.

Carlão da Emater, como é conhecido o presidente do Crea Rondônia, exemplifica os prejuízos da realização de obras por administração direta, lembrando que quando se contrata uma empresa para fazer uma obra em determinado município, esta empresa leva um canteiro de obras, contrata trabalhadores daquela região, faz compras no comércio local, aluga casas para alojamento, compra combustíveis e lubrificantes. Com isso, segundo Carlos Xavier, fica claro que para girar a economia local o governo deve fazer suas obras por contratação indireta, porque estará garantindo o emprego de milhares de trabalhadores e o incremento na geração de impostos.

Xavier garante que o Crea está mantendo entendimentos com as entidades do setor produtivo, como Federação das Indústria do Estado de Rondônia (Fiero); Federação da Agricultura e Pecuária (Faperon); Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sinicon); o Sindicato dos Engenheiros (Senge), entre outras, para marcar uma audiência com o governador Daniel Pereira, a quem apresentará a proposta de mudança nas diretrizes de orientação administrativa do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

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