Para Daniel Pereira, disputar o Senado é uma missão para fortalecer a base de Lula

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Ex-diretor-superintendente do Sebrae em Rondônia e ex-governador Daniel Pereira

PORTO VELHO- O ex-governador de Rondônia, Daniel Pereira (Solidariedade) não está preocupado em ser ou não ser candidato ao Senado, mas que dentro da esquerda ele é o melhor quadro, o que teria mais chance de se eleger e chegar ao Senado para fortalecer a base de Lula.  Com vasta experiência como sindicalista, deputado estadual, vice-governador e até governador do Estado de Rondônia por alguns meses, Pereira disse ao Mais RO que quer apenas prestar serviço ao estado.

Daniel Pereira classificou essa eleição para o Senado muito difícil e que ele estaria disposto a enfrentar os mais fortes adversários: Expedito Júnior (PSD) com muita bagagem em campanhas eleitorais; Mariana Carvalho (Republicanos) com a estrutura de dois mandatos de deputada federal e Jaqueline Cassol (PP), com toda a força econômica e política do irmão ex-governador e ex-senador Ivo Cassol.

Daniel Pereira: “Cada partido político poderá lançar os candidatos de sua conveniência nas próximas eleições, mas estamos construindo uma frente partidária há mais de noventa dias, onde todos vem defendendo suas pretensões, as quais acreditamos legitimadas por seus fóruns partidários. Todos sabemos que juntos seremos capazes de atingir alguns objetivos, cujo principal deles é eleger base para um eventual governo Lula. Já fizemos isso em 2002 e precisamos fazê-lo novamente em 2022! Eleger Lula sem uma base forte no Congresso Nacional poderá deixá-lo à mercê do mesmo destino da Presidente Dilma. O povo brasileiro não merece passar por isso novamente. Todas as pretensões pessoais são legítimas, desde que elas não nos desvie do resultado final esperado. A posição do SOLIDARIEDADE, a nível nacional e local, é de apoio total a essa missão”.

Após o anúncio de que Daniel Pereira sairia ao Senado pela Frente Democrática, as redes sociais pegaram fogo, com mensagens contra e a favor. O pré-candidato ao Senado pelo PT, Ramon Cujuí disse que nada está definido ainda. Dirigentes do PT lembraram da prioridade do partido em eleger uma boa bancada federal para dar suporte à Lula, caso ele seja eleito presidente da República. No grupo do PT no  Whatsapp, Cujuí disse que tudo será decidido no dia 28 de maio:Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "17:51 MILITÂNCIA PETI... Alois, Anselmo PT Borge... Ramon Cujui Para posicionar a companheirada. 1. Houve uma conversa entre os três pré-candidatos ao Governo (Anselmo, Daniel e Vinícius) eles vão propor esse arranjo pra Frente na sexta-feira. 2. Não fui consultado sobre esse arranjo. 3. No PT, quem define a tática eleitoral é o Encontro do Partido que será realizado dia 28. 4. Por ora, não tem nada decidido. 5. o que precisa ser respondido é: o que PT ganha com essa proposta que foi colocada na mesa pelo três pré-candidatos ao governo. AtéadecisãndoEncntro Mensagem"

1. Houve uma conversa entre os três pré-candidatos ao Governo (Anselmo, Daniel e Vinícius) e eles vão propor esse arranjo pra Frente, na sexta-feira.
2. Não fui consultado sobre esse arranjo.
3. No PT, quem define a tática eleitoral é o Encontro do Partido que será realizado dia 28.
4. Por ora, não tem nada decidido.
5. O que precisa ser respondido é: o que o PT ganha com essa proposta que foi colocada na mesa pelo três pré-candidatos ao governo?
6. Até a decisão do Encontro continuo sendo pré-candidato do PT ao Senado.
7. Vamos ao debate!

Edson Silveira: “Companheiros, muita calma nessa hora, não tem nada definido, como o Ramon já afirmou acima, no PT o encontro é soberano, no entanto temos que ter prioridades e em encontros anteriores as decisões apontaram como prioridades para a executiva trabalhar, foi a construção de um bom palanque para o Lula no estado e a eleição de deputados Federal e Estadual. Temos muito o que conversar. Dizem que o peixe não morre de véspera”.

Advogado do PT, Ernandes Segismundo: “Bem Companheiros e Companheiras, conversei com alguns dirigentes esta fase estafante da campanha que é a de construção de candidaturas e palanques e a preocupação maior do PT é manter a unidade e evitar o quanto for possível o racha da Frente. Não me recordo de termos logrado formular uma Frente de centro-esquerda tão ampla em Rondônia em todos esses anos. O Presidente Anselmo, por exemplo, me disse mais de uma vez que está soldado do Projeto e não faz questão de compor qualquer cargo e que seu desejo é formar um palanque significativo para o Lula no Estado, além, é claro, de disputar as eleições com uma chapa competitiva tanto para o governo quanto para o Senado. Nosso Companheiro e Dirigente Ramon é nosso pré-candidato ao Senado, porém não vejo como tão dramático abrirmos mão da cabeça de chapa ao Senado, ficando com a primeira suplência, por exemplo. Em estados muito mais importantes e determinantes, abrimos mão de quase tudo em nome do Projeto Nacional. Em MG nosso pré-candidato ao Senado está em 1º nas pesquisas, com cerca de 32% e estamos abrindo mão dessa disputa em favor do segundo colocado, que tem 16%, isto é a metade das intenções, em nome da unidade com Kalil, de quem indicaremos o candidato a vice. Em Pernambuco e RN aconteceu operações similares onde tivermos que sacrificar nossos candidatos ao senado petistas competitivos e que estavam à frente nas pesquisas em nome da unidade nesses estados com reflexos no plano nacional. Creio que temos que estar abertos para as composições possíveis aqui também. No nosso caso específico de Rondônia é imperioso derrotarmos o Governo fascista de Marcos Rocha e o projeto do Marcos Rogério e esta hipótese é bastante plausível numa frente de centro-esquerda encabeçada tanto por Vinícius quanto por Daniel. Se para fecharmos esta conta tivermos que abrir mão da cabeça da chapa ao Senado (pois ainda há 2 suplentes), com toda tristeza que isto me causa, temos que fazê-lo. Não estamos num momento político de ‘acúmulo de forças’, estamos num momento político crucial para nosso País, onde a vitória possível deve ser construída com todos os esforços necessários”.

O encontro do dia 28 de maio será decisivo para o PT. O partido tem como prioridade a eleição de Lula e uma bancada federal. Desde o início a cúpula deixou bem claro que poderia abrir mão da candidatura ao governo. Até lá a esquerda rondoniense vai debater muito entre si.

Mais RO