Os pais suspeitos de matar o próprio filho, um bebê de 5 meses, e depois enterrá-lo em um terreno baldio foram alvo de mandado de prisão temporária e de apreensão nesta terça-feira (8/9). O homem de 21 anos e a adolescente de 16 vão ficar sob custódia da Polícia Civil de Goiás durante os próximos passos da investigação. O corpo da criança ainda não foi localizado, mas estaria enterrado, supostamente, em uma cova rasa na região de Santa Maria.

De acordo com as apurações do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) do Novo Gama, no Entorno do DF, o pai do bebê chegou a afirmar que seria satanista, adepto da vertente teísta do satanismo. No entanto, o casal nega que tenha matado o filho. A morte, segundo eles, teria sido acidental.

A dupla, que mora no município goiano de Lago Azul, alega ter constatado que o menino estava morto depois de ele cair acidentalmente. Os dois disseram ainda ter ficado com medo de chamar a polícia após a morte do bebê. Em seguida, o homem teve a ideia de enterrar o próprio filho. A mulher concordou e aceitou ajudar o companheiro.

Corpo desaparecido

Os suspeitos, então, dizem ter ido até uma mata em Santa Maria, próximo à divisa com a cidade do Novo Gama, e enterrado o próprio filho. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros goianos passaram pelo menos três dias tentando localizar o cadáver no matagal (foto em destaque) em que os pais indicaram ter sepultado o menino, mas as buscas ainda não surtiram efeito. Nem os cães farejadores conseguiram identificar rastros da área em que o corpo poderia ter sido enterrado.

Segundo o delegado Danilo Martins Ferreira, a localização do corpo é fundamental para direcionar a investigação. “A necropsia diria muito sobre o que pode ter ocorrido com a vítima. No entanto, não temos materialidade nenhuma que indique o fato de o bebê ter sido morto em algum ritual de magia negra ou algo semelhante”, explicou o delegado.

Martins afirmou que as circunstâncias da morte da criança ainda são investigadas. “Após a prisão, os suspeitos mudaram a versão anterior e relataram que a morte foi ocasionada acidentalmente. Mesmo assim, no momento, o casal é suspeito da morte da criança e de ocultar o cadáver”, encerrou o responsável pela apuração do caso.

Fonte: Metrópoles

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