Apreciado pela desenvoltura do diálogo, do improviso e da interação com sua plateia, o teatro nada mais é uma arte que leva todos para ‘histórias’ infinitas, rodeadas de calor humano e entrega por seus atores e público.

Com as medidas de isolamento social e o fechamento de todos os espaços de encenação e arte, inicialmente acreditou -se que esta vivência energética entre público e artistas fossem inquiridas pelos desafios da pandemia. Porém, as apresentações que incrementaram a efervescência do palco foram transferidas para as telas de celulares e computadores, levando atores e atrizes a reinventar e encontrar maneiras alternativas de se apresentar.

Após um ano de cortinas fechadas, o teatro aprendeu a se reinventar, e diante de tal realidade, os desafios e as novas propostas tornaram uma necessidade de debate entre classe artística e seu público.

A Companhia de Teatro Caixa Mágica levando em consideração todas as mudanças ocorridas com as manifestações durante a pandemia está oferecendo oficinas para debates de superação e novas modalidades de apresentações, em modalidade virtual.

Serão oferecidas quatro (04) oficinas entre os dias 22 a 29 de março. Cada laboratório de ideias será abordado uma temática, tanto para artistas que queiram debater seus desafios, quanto para o público que anseia em participar e se aproximar das ações artísticas.

Conheça um pouco de cada oficina:

NETeatro e NETespectador: o perfil do novo público (22 e 23 de março)

Criação de debates e troca de experiências de NETeatro (teatro ao vivo e online) e o perfil do NETespectador, levando em consideração as experiências e o horizonte de expectativas dos participantes.

Debatedor: Júnior Lopes – ator e professor na área de Artes, Linguística e Letras. Possui pesquisa em Teatro e Política no Oriente Médio: paralelos com a América Latina. Intercâmbios entre Brasil (Amazônia) e Líbano (Beirute). A Cia Peripécias é um grupo de extensão em Teatro Universitário que nasceu em 2008 na Universidade Federal de Rondônia.

Conta o Mito Amazônico (24 e 25 de março)

Criação e apresentação de diálogo sobre o conhecimento inicial que permeia uma contação de história. A oficina vai utilizar dos mitos amazônicos como material para instrução e orientação para formação de novas contações de histórias.

Facilitadora: Jaqueline Chagas – atriz, performer e acadêmica do curso de Licenciatura Plena em Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre – UFAC. Pesquisadora da área do teatro-educação, performance, contadora de história, dramaturga, iluminadora, produtora e atriz desde 2016

Arte, Diáspora e Quilombo (26 e 27 de março)

Oficina criada para debater as vivências através de compartilhamento de conhecimento do povo preto. Uma discussão sobre arte, diáspora e quilombo se dará de maneira teórica e prática, oportunizando a experiencia e entendimento nestes três pontos para buscar uma nova forma de olhar o momento histórico brasileiro.

Condutor: Preto Amparo – Artista, Iluminador e Pesquisador de Arte e Humanidades. Cursou graduação em teatro na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concluindo o Bacharelado em Humanidades na Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro Brasileira. É criador do espetáculo violento, pesquisador da Arte Marginal, Dramaturgia Negra e Estudos Africanos. Também se dedica aos temas da Negritude e Quilombismo.

 

Oficina de Livro Artesanal – Monte seu museu (28 e 29 de março)

Oficina destinada para criação literário e artesanal, com a finalidade de acionar memórias, histórias, imprimir ideias e debates através da criação manual de livro cartonero (capas de papelão), permitindo acessar a raiz da sua ancestralidade. Para esta oficina será necessário material como papelão, estilete, régua, tesoura, barbante, agulha de crochê ou similar.

Artesão: Eliseu Braga – Poeta, ator, performancer, idealizador e criador da casa de leitura e memória Arigóca em Porto Velho.

Aos interessados é necessário acessar a plataforma Sympla para a inscrição das Oficinas entre os dias 22 a 25 de março aqui e das Oficinas entre os dias 26 a 29 de março aqui.

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