Foto: recepção de Bolsonaro em Maceió, 13.05.2021

Apresentação

 

Para quem acompanha, ainda que superficialmente, a política brasileira, não é novidade que o país vive sua maior crise desde o final da ditadura civil-militar, nos anos de 1980. Alguns consideram, inclusive, que não há, em toda a história secular da República brasileira, situação mais grave do que a atual.

 

O Brasil vivencia uma situação reacionária liderada pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (sem partido), que conta com apoio social e o aval das classes dominantes e das Forças Armadas.

 

Não bastasse as consequências sociais da adoção de um projeto ultraneoliberal, o surgimento da pandemia do coronavírus em 2020 e a (falta de) condução do combate ao vírus, simbolizado no desprezo à doença e à ciência, acabaram por levar o país ao pior cenário projetado, tanto no plano sanitário quanto no econômico e social.

 

O resultado disso pode ser sintetizado nas mais de 400 mil mortes causadas pela Covid-19, à marca de 3 mil óbitos diários, o surgimento de novas variantes do vírus e o colapso do sistema de saúde um ano após a chegada do coronavírus no Brasil, em março do ano passado, transformando o país numa ameaça ao mundo.

 

Enquanto isso, a esquerda brasileira – derrotada em todas as grandes batalhas políticas da última década – busca se recompor e recriar base social na tentativa de retomar a condução política do país.

 

Diante disso, cabem algumas perguntas: como foi possível chegarmos a esta situação? Qual a capacidade de reação da sociedade brasileira?

 

Neste sentido, o dossiê 40 – Os desafios da Esquerda no Brasil, do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social – analisa os desafios da esquerda brasileira diante de um cenário tão adverso. Como não é uma tarefa simples de ser executada, tanto pela pluralidade e diversidade das forças progressistas quanto pela complexidade da conjuntura brasileira, optamos por conversar com diferentes representações das classes trabalhadoras para nos ajudar nesse processo.

 

Entrevistamos, portanto, Élida Elena, vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) e integrante do Levante Popular da Juventude; Jandyra Uehara, da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Juliano Medeiros, presidente nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); Kelli Mafort, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT); e Valério Arcary, professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e da direção nacional do PSOL.

 

O dossiê está dividido em cinco partes: a primeira faz uma avaliação sobre os caminhos percorridos pela esquerda brasileira no último período; o segundo momento analisa as fissuras e conciliação das forças de direita; enquanto o terceiro debate a construção dos instrumentos de unidade; a quarta parte avalia os desafios em torno do trabalho de base; seguida pela reflexão sobre o papel da maior liderança popular do país: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Também vale destacar que as imagens que compõem este dossiê fazem parte do projeto Design Ativista, um coletivo que surgiu durante as eleições brasileiras de 2018 com o objetivo de fomentar a criação e distribuição livre de arte e informação, combatendo as notícias falsas e apoiando a democracia. Durante esse período, este coletivo promoveu diversas maratonas de design, convocatórias para a produção de peças visuais e grandes encontros em que debateu o papel do design na contribuição da criação de uma sociedade mais humana e democrática.

 

Leia dossiê completo: https://thetricontinental.org/pt-pt/dossie-40-esquerda-brasileira/

 

 

 

 

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