Advogado de 39 anos participa do Conselho de Coordenação da oposição, que foi criado para preparar o caminho para uma transição política no país após a contestada reeleição de Lukashenko.

O advogado Maxim Znak, um dos últimos integrantes do “Conselho de Coordenação” da oposição em Belarus, foi detido nesta quarta-feira (9). Uma foto de Znak sendo conduzido por homens mascarados em roupas civis foi publicada pelo serviço de imprensa no Telegram.

Znak, de 39 anos, é um dos sete membros da liderança do “Conselho de Coordenação”, criado para preparar o caminho para uma transição política no país após a contestada reeleição no início de agosto do presidente Alexander Lukashenko para um 6º mandato.

A polícia e os serviços secretos (KGB) não confirmaram a prisão de Znak, mas o roteiro corresponde ao ocorrido com outros adversários, que foram detidos por homens não identificados e dias depois apareceram como exilados ou presos.

Pessoas não identificadas também tentaram entrar no apartamento da escritora Svetlana Alexievich, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, de acordo com a Associated Press. Alexievich é a última integrante do conselho que está em liberdade no país.

Por temor de serem presos, os outros opositores do grupo buscaram refúgio em países vizinhos. A líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaya, está na Lituânia. Olga Kovalkova e Verónika Tsepkalo também deixaram o país.

Em agosto, abriram uma investigação criminal contra membros do Conselho de Coordenação, que são acusados de atentar contra a segurança nacional ao pedir a transferência do poder.

Na terça (8), o governo bielorrusso confirmou a prisão de Maria Kolésnikova, na fronteira com a Ucrânia. Autoridades ucranianas disseram que agentes bielorussos estavam tentando expulsá-la do país.

Os amigos que estavam com Kolésnikova no carro contaram que ela foi interrogada por 12 horas. Levada até a fronteira, ela viu o passaporte no banco da frente do carro, rasgou-o em pequenos pedaços e jogou pela janela do carro, mostrando que não queria deixar Belarus. Depois, ela caminhou de volta para o território de seu país, onde foi detida.

Crise em Belarus — Foto: Juliane Monteiro/ G1

Fonte: G1

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