Operação tenta localizar cadáveres de homens desaparecidos em fazenda de RO

Delegado Lucas Torres participa de operação para tentar localizar corpos em área de fazenda — Foto: PC-RO

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (11) a segunda fase da Operação Erva Daninha. O objetivo desta fase, chamada de Capina, é localizar cadáveres de dois homens que desapareceram em junho do ano passado na fazenda Amorim, em Campo Novo de Rondônia.

Ao todo, os policiais cumprem cinco mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão nas cidades de Jaru, Ariquemes, Campo Novo de Rondônia e Ji-Paraná.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo principal da operação é localizar os corpos de Flares Rogério de Souza e Jonathan da Silva Ribeiro.

A principal suspeita é que os dois possam ter sido vítimas de homicídio doloso, em uma área de conflito agrário na área da fazenda Amorim.

Durante a manhã e início da tarde foram feitas buscas em uma área de mata onde supostamente os corpos foram enterrados ou jogados.

A Erva Daninha, fase Capina, tem a participação de 50 policiais civis e apoio do Núcleo de Operações Aéreas (NOA), Coordenadoria de Operações Especiais, Polícia Técnica (Politec) e Departamento de Estrada e Rodagens (DER).

A operação foi coordenada pela Delegacia de Jaru, com apoio operacional da Delegacia Regional de Ariquemes.

Nome da operação

A 2ª fase da operação Erva Daninha foi batizada de “Capina”, segundo a polícia, por causa da “erradicação de elementos que prejudicam ou danificam a área”.

A primeira fase da operação Erva Daninha foi feita em setembro do ano passado para esclarecer inúmeros crimes relacionados aos conflitos agrários decorrentes da invasão da Fazenda Morro Alto, em Campo Novo de Rondônia.

Entre os crimes investigados na Fase 1 estavam: esbulho possessório, quando alguém possuidor de um bem tem sua posse tomada de forma injusta, desmatamento ilegal, extração ilegal de minérios, homicídio e tentativa de homicídio, porte e posse ilegal de armas de fogo, constituição de milícia privada e associação criminosa.

Fonte: g1