Operação é realizada pela PF e Ibama em RO para combater crimes cometidos por madeireiras irregulares

A “Operação Floresta S/A” foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27) em Rondônia pela Polícia Federal com o objetivo de combater crimes ambientais cometidos por madeireiras irregulares. A ação foi realizada juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Alto Paraíso, Buritis e Ariquemes. Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e de munições. Quatro veículos foram apreendidos.

Em entrevista coletiva, a Polícia Federal ainda informou que a 7ª Vara Criminal Federal, responsável pela expedição dos mandados, também determinou o bloqueio de mais de R$ 70 milhões das contas e ativos financeiros, ou seja, ações, títulos do tesouro e cédulas de crédito das pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Segundo a PF, as investigações começaram em agosto de 2020 depois de uma fiscalização realizada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental do Estado de Rondônia (Sedam) e Polícia Ambiental, quando encontraram diversas irregularidades quanto a quantidade de madeiras nos pátios das empresas em relação ao informado no Sistema DOF.

“Diversas madeireiras tinham em seus pátios madeira oriunda da Floresta Nacional do Jamari e da Floresta Nacional Bom Futuro, extraídas de forma criminosa. Essas madeireiras utilizavam créditos virtuais do sistema DOF para esquentamento da madeira que estava em seus pátios”, explicou o superintendente regional da PF em Rondônia, Agostinho Gomes Cascardo.

Foi apurado a existência de fraudes relacionadas ao comércio virtual de créditos de madeira através desse sistema. A PF concluiu que as empresas utilizavam o sistema para dissimular a origem ilícita da madeira que havia sido extraída de áreas de proteção ambiental.

Foram encontrados nos pátios das madeireiras toras de árvores da espécie castanheira, que tem a extração e comercialização proibida.

“Eles obtinham essa madeira das florestas nacionais e colocavam no pátio da madeireira. Se viesse essa fiscalização ambiental, seria detectado que essa madeira não tinha origem lícita. Existe uma forma de esquentamento dessa madeira criminosa que é comprando créditos DOF de locais onde não houve extração nenhuma, então simula-se que foi comprado de um local onde não teve extração nenhuma, e isso é usado para esquentar a madeira”, disse o superintendente.

Os investigados podem responder pelos crimes de desmatamento em terras de domínio público, dificultar a fiscalização ambiental e falsidade ideológica.

Fonte: G1

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