Boiadeiro (de chapéu) e Carvalho, com o chefão
Boiadeiro (de chapéu) e Carvalho, com o chefão
Boiadeiro (de chapéu) e Carvalho, com o chefão

A comissão Processante da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Lebrão (PV) começa a dar os primeiros resultados. Por 14 votos a 1, foi decretado afastamento por dois meses do deputado estadual Cláudio Carvalho (PT) e 14×0, o afastamento de Adriano Boiadeiro (PRP).  Por último foi afastada também por seis meses a deputada Ana da 8. As penas são brandas. O deputado estadual Adriano Boiadeiro disse que “não fiz nada de errado. Se o Alberto Ferreira de Siqueira, o Beto Baba, fez algo errado, ele quem deve ser punido, não eu”. Segundo Boiadeiro, a única quebra de decoro que ele cometeu foi o de usar chapéu em plenário, além de botas de peão. “Quebraram todos os meus sigilos, fuçaram a minha vida e não teve nada encontrado. Em minha defesa, eu trouxe lá na Comissão oito testemunhas sérias, que me conhecem há anos. Sou uma pessoa simples e tenho muitos amigos, não sou bandido e não me junto com bandidos”, afirmou.

Inconformada com a punição que recebeu dos colegas deputados, que aprovaram a suspensão de seu mandato por seis meses e demissão de todos os funcionários de seu gabinete, a deputada estadual Ana da 8 (PTdoB), fez um duro desabafo no plenário da Casa. Chorando e aos berros, Ana da 8 disse que “foi uma palhaçada o que aconteceu aqui, mas estou de cabeça erguida e tenho a força e proteção de Deus para seguir em frente”.

De nada adiantaram o discurso emocionado do deputado estadual Claudio Carvalho (PT) e a pressão de seus servidores do gabinete. Ele foi punido por 14 votos a um e teve seu mandato suspenso por dois meses, com a demissão de todos do seu gabinete.

OPERAÇÃO APOCALIPSE

O promotor de Justiça Tiago Cadore apresentou denúncia ao poder judiciário dos envolvidos na Operação Apocalipse. Foram indiciadas pela Polícia Civil 83 pessoas, sendo 50 denunciadas pelo Ministério Público Estadual, por formação de quadrilha, estelionato, associação ao tráfico  e auxílio ao uso indevido de drogas. Todos foram presos durante operação deflagrada pela Polícia Civil no dia 4 de julho. O esquema da quadrilha financiava campanhas políticas e captava recursos por meio de lavagem de dinheiro. Em troca, os benefícios estavam relacionados a nomeação de funcionários fantasmas. A operação cumpriu 229 medidas cautelares, entre mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e indisponibilidade de bens, gerando ao todo 54 prisões de vereadores, deputados, empresários e funcionários fantasmas. A ação criminosa movimentou cerca de R$ 80 milhões em nove estados, deste total, em Rondônia, a quadrilha contrabandeou aproximadamente R$ 33 milhões, com um patrimônio que inclui 200 carros, imóveis e cotas em empresas.

Maisro.com com G1/RO e Rondonotícias

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