Nota de João Goulart Filho sobre o bombardeio à Síria, ocorrido na madrugada deste sábado, dia 14 de abril

Manifesto o meu inteiro repúdio ao bombardeio dos EUA e seus satélites à Síria, uma nação soberana que integra a comunidade internacional e que vem tendo tem um papel destacado no combate ao terrorismo. Uma ação deste tipo sem autorização da ONU é um desrespeito inaceitável às leis internacionais e ao convívio civilizado entre as nações.
O que as Nações Unidas aprovaram não foi o bombardeio, e sim o envio, a pedido da Síria, de uma equipe especializada em armas químicas para proceder à investigação in loco, já que o governo de Damasco nega categoricamente que tenha usado armas químicas contra seu próprio povo.
O que me parece inexplicável neste episódio é o fato dos bombardeios terem ocorrido um dia antes de se iniciarem os trabalhos de investigação da equipe de técnicos enviada pela própria ONU. Realizar o bombardeio nessas condições revela que as intenções de Trump não era ajudar a esclarecer os episódio mas sim impedir os trabalhos da equipe de investigadores oficiais.
Não se pode rasgar a Carta das Nações Unidas como fez o governo dos EUA e seus adeptos europeus e agir como polícia do mundo, Não se pode atacar covardemente um país soberano. Há que se respeitar, como disse o Secretário Geral da ONU, Antônio Guterres, a Carta das Nações Unidas, as leis internacionais e o convívio pacífico entre as nações.
São Paulo, 14/04/2018
João Goulart Filho
Pré-candidato a presidente pelo Partido Pátria Livre
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