A Procuradoria Geral do Estado de Rondônia (PGE-RO) destacou neste Dia Nacional do Livro (29), a obra “Advocacia Pública e Desenvolvimento: Uma Homenagem aos 30 anos da Procuradoria Geral do Estado de Rondônia” e celebra a data comemorativa relembrando outros livros publicados por servidores estaduais do Órgão, além de dicas de leitura.

Livros também são produzidos para comemorar datas importantes. Foi o caso da obra “Advocacia Pública e Desenvolvimento: Uma Homenagem aos 30 anos da Procuradoria Geral do Estado de Rondônia”, que reuniu artigos dos procuradores do Estado abordando situações vivenciadas por eles nas atuações junto à área ambiental, direitos humanos, contenciosa, gestão e planejamento, previdenciária, fiscal e consultivo administrativo. Mais que um resgate do histórico da Instituição no seu aniversário de 30 anos, a publicação promove conhecimento.

Entre os integrantes da Instituição que possui livros lançados, está o procurador do Estado, Pedro Henrique Moreira Simões, com mais de quatro obras publicadas. Uma delas é “A Intervenção Judicial nas Decisões Internas dos Partidos Políticos”, que aborda a possibilidade de intervenção do Poder Judiciário nas decisões internas dos partidos políticos, respeitando a estrutura normativa para eles estabelecida no Ordenamento Jurídico Brasileiro. O estudo traz a análise jurisprudencial de casos concretos submetidos a julgamento, que permitiram não apenas à Justiça Eleitoral (Especializada), mas à Justiça Comum, ambas capitaneadas pelo Supremo Tribunal Federal, o real enfrentamento da questão.

O procurador afirma que busca sempre levar uma reflexão para o leitor, instigando-o e desafiando-o para uma pesquisa mais aprofundada sobre o conteúdo discutido ou sobre outros que possam surgir a partir da temática principal.

E o gosto por estudar e escrever, faz com que ele planeje novos títulos para lançamento. “Tenho me debruçado e estudado bastante sobre alguns assuntos: o impacto da inteligência artificial sobre os processos administrativos e judiciais e sobre a efetivação de direitos constitucionais em nossa Constituição Federal, considerada prolixa por ter mais de 200 artigos. Em breve, com as bênçãos do Todo Poderoso, devo lançar obras a respeito desses assuntos”.

Outro livro escrito por dois procuradores do Estado, Danilo Cavalcante Sigarini e Olival Rodrigues Gonçalves Filho, foi o “Lei Orgânica PGE-RO Comentada”. Vendo a importância dessa legislação e observando a ausência de uma obra que tratasse do tema de forma mais detalhada, eles desenvolveram a obra em parceria.

Mas não é só o hábito da escrita que ganha destaque nesta data, e, pensando nisso, servidores da Procuradoria deram dicas de leitura para celebrar o Dia Nacional do Livro. Maristela Falcão, lotada no gabinete da PGE, recomendou o livro Cabana – do escritor canadense William P. Young, lançado em 2007. “É uma história de dor e tristeza, mas depois de um tempo, surge um encontro com Deus, Jesus e o Espírito Santo – para orientar o protagonista sobre como lidar com a sua dor, o perdão, a fé, a esperança, o amor e a redenção. No final, o autor levanta uma questão atemporal que só lendo para saber. Recomendo a leitura desse best-seller, muito bom”.

Anna Izabella Alves, lotada na setorial do Contencioso, indicou “O amor nos tempos do Cólera” – do autor colombiano Gabriel García Márquez. Segundo Anna Izabella, além ser capaz de contar histórias com frases carregadas de poesia, Gabo, como era conhecido na intimidade, levou-a a uma viagem inesquecível nesta obra prima. “Delicia pura ler e reler este livro que encanta gerações e que marcou minha vida. Divirtam-se mergulhando no realismo fantástico de um dos maiores prosadores do século XX”, ressalta.

Guilherme Cardoso, lotado na Corregedoria da PGE, sugeriu o título “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro. “É uma obra fundamental, que explica a formação do Brasil e do brasileiro, em suas particularidades e regionalidades. O livro demonstra que, de fato, somos um amálgama cultural e étnico, cheio de contradições. Obrigatório para quem se interessa por história e quer entender melhor o que significa, afinal, ser brasileiro”.

CURIOSIDADE

A data foi escolhida em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que aconteceu em 29 de outubro de 1810. Contudo, o Brasil começou a editar livros dois anos antes, com a criação de Imprensa Régia e a primeira obra produzida foi “Marília de Dirceu”, escrita por Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

Naquela época, o acervo da biblioteca contava com mais de 60 mil peças entre livros, mapas, manuscritos, moedas, estampas e medalhas.

Fonte: Secom

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