Nas últimas semanas, grupos ambientais expressaram preocupação com um possível vazamento de 1,4 milhão de barris de petróleo a bordo do navio venezuelano Nabarima. O navio, que se encontra atualmente no Golfo de Paria, que separa a Venezuela de Trinidad e Tobago, é operado por uma joint venture entre PDVSA e a italiana Eni.

Fotos recentes mostram a embarcação inclinada e progressivamente afundando. O Nabarima tem 264 metros de comprimento e acredita-se que esteja em sua capacidade máxima —o equivalente a 1,4 milhão de barris de petróleo, uma quantidade quase cinco vezes maior do que a derramada pela Exxon Valdez em 1989, de acordo com a emissora americana NBC.

Segundo a agência de notícia Reuters, a PDVSA planeja tirar parte do 1,3 milhão de barris de petróleo a bordo do Nabarima e passar para outra embarcação, que foi enviada ao local.

Em nota, a Marinha do Brasil afirmou que o petroleiro está a 1,3 mil quilômetros das águas brasileiras e a situação é acompanhada por um grupo que inclui o Ibama e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Segundo a Marinha, a corrente marítima do local segue em direção ao Mar do Caribe, mas o grupo vai continuar monitorando “o comportamento das correntes marítimas e condições meteorológicas da região, além dos fatores de segurança da navegação, de forma a antecipar qualquer ação necessária”.

Fonte: Terça Livre

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