MST recebe prêmio da Organização Internacional do Trabalho

Movimento foi um dos cinco indicados. Foi a segunda vez em 40 dias. Em 11 de setembro, foi premiado na Espanha, pela luta pelos direitos humanos

Vinculada à Organização da Nações Unidas, a Organização Mundial do Trabalho concedeu um prêmio ao MST.

Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) acaba de ser reconhecido por sua atuação junto à população brasileira de forma a garantir condições dignas de vida, que incluem acesso a trabalho no campo e alimentação saudável. Por isso, está entre os cinco vencedores do prêmio internacional Esther Busser Memorial Prize.

A premiação foi realizada na sexta-feira (22), depois de avaliação sobre centenas de organizações e indivíduos de países emergentes que dedicam seu trabalho à justiça social. Segundo o MST, na pandemia foram desenvolvidas iniciativas de solidariedade à classe trabalhadora, com doação de mais de 5 mil toneladas de alimentos e cerca de 1 milhão de marmitas.

Além disso, no âmbito do plano nacional “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, o movimento já plantou mais de 1 milhão de árvores em todo o país e, no último mês, construiu mais de 100 viveiros da Reforma Agrária Popular, com o objetivo de impulsionar a produção de mudas e plantio de árvores.

O nome do prêmio é uma homenagem a uma defensora dos direitos dos trabalhadores, com destaque para a sua atuação como pesquisadora e diretora adjunta da Confederação Sindical Internacional (CSI) por uma década.

Premiado na Espanha

No último 11 de setembro, o MST recebeu o prêmio Acampa – Pola Paz e Dereito e Refuxio (11/9), em Corunha, noroeste espanhol. A premiação é o reconhecimento internacional pela atuação do MST na defesa dos direitos humanos.

A votação foi por júri popular on-line, em que o MST foi o mais votado na categoria internacional, com 22,73% dos votos. Já na categoria local, quem levou o prêmio foi o ativista Nicanor Acosta, com 53,49%. Ambas as categorias receberão por seus representantes a escultura alegórica esculpida pela artista plástica Pilar Pérez Subías.

Para os dirigentes do MST, durante a pandemia aumentou ainda mais a ação do movimento em defesa dos direitos humanos, “em uma forma ampla de fazer a luta popular, tanto pela reforma agrária e produção de alimentos saudáveis, mas também porque o MST está preocupado com a natureza, com as relações sociais, com a construção da democracia, com a dignidade das pessoas e a solidariedade”.

Fonte: Rede Brasil Atual

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