O presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta quarta-feira (30/10/2019) que o depoimento do porteiro no inquérito para investigar o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes não tem poder de derrubar o governo, mas perturba o “andamento do serviço”.

“Não dá pra derrubar o governo dessa forma, mas que perturba o andamento do serviço, como se diz na linguagem militar, perturba”, declarou Mourão ao chegar ao Palácio do Planalto.

Em depoimento, obtido pelo Jornal Nacional, o funcionário do condomínio onde o presidente tem uma casa, no Rio de Janeiro, contou que um dos suspeitos de envolvimento no homicídio, ocorrido em 14 de março de 2018, esteve no local e pediu para interfonar na residência de Bolsonaro para entrar no local.

Com a citação no inquérito, que corre sob sigilo, o Ministério Público do Rio de Janeiro levou o caso para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Para Mourão, o depoimento do porteiro é “muito fraco”. “Acho que não era o caso de ter feito o escândalo todo que foi feito”, disse.

Mourão acredita que a reação do presidente Bolsonaro não foi exagerada. “Quando a pessoa é atingida de forma desleal, e sabe muito bem que não tem nada a ver com o processo, a pessoa se sente triste. Sente-se enraivecida. Acho que o presidente reagiu com bastante calma até”, opinou.

O presidente em exercício defendeu uma investigação “de forma correta”. “Esse assunto é um assunto que não sustenta um interrogatório normal desse cidadão aí. Eu não quero entrar em outros detalhes, porque o inquérito está sendo conduzido pela polícia do Rio de Janeiro e a gente sabe que a polícia do RJ, parte dela, está envolvida nesse crime”, comentou.

 

Em Riade, na Arábia Saudita, o presidente Jair Bolsonaro conversou com a imprensa nesta quarta-feira (30/10/2019) sobre o caso antes de deixar o hotel onde está hospedado para discursar em um fórum econômico.

O chefe do Executivo deu uma entrevista na qual acusou o governador fluminense Wilson Witzel (PSC) de controlar a investigação com o objetivo de destruir a reputação dele e revelou que acionou o ministro da Justiça, Sergio Moro, para colocar a Polícia Federal no caso e solicitar o depoimento do porteiro que o citou.

Fonte: Metropoles

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