Liderança indígena deixa legado de trabalho e luta em benefício dos povos indígena brasileiros
O último guerreiro do povo Juma faleceu hoje com covid19. Aruká Juma tinha cerca de 90 anos. Ele deixa as três últimas descendentes do povo Juma: Mandeí Juma, Maitá Juma e Boreha Juma.
Com pesar, o Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia lamenta o falecimento da liderança indígena Aruká Juma, de 90 anos. Seu falecimento ocorreu nesta quarta-feira (17), às 9h, no Hospital de Campanha de Rondônia, em Porto Velho. Aruká estava internado desde o dia 2 de fevereiro na capital para tratar complicações em decorrência da covid-19. O sepultamento será na aldeia, em Canutama (AM). Assim que o MPF soube da necessidade de UTI para o indígena, acionou a Secretaria de Estado da Saúde, que disponibilizou o leito no mesmo dia.
 
Na metade da década de 1960, o povo Juma quase foi extinto devido aos massacres que os demais parentes sofreram nas décadas anteriores por parte de seringueiros, madeireiros e pescadores no território, que fica margeado no rio Assuã, em Canutama (AM). Aruká era um dos sobreviventes da sua etnia. O indígena deixa três filhas, últimas pessoas da etnia Juma: Mandeí Juma, Maitá Juma e Boreha Juma.
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