Um médico que realizava plantão no Pronto Socorro João Paulo na manhã da última quarta-feira (31) registrou Boletim de
Ocorrência na 1º Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho acusando uma equipe de enfermagem de omissão de socorro.

De acordo com o médico, na queixa apresentada à polícia, a paciente Maria da Conceição, uma senhora idosa, morreu por conta
de uma suposta omissão de profissionais de Saúde que estavam no local.

Maria da Conceição havia dado entrada no JP II na terça-feira (30) e de acordo com familiares não apresentava nenhum sintoma
de COVID, mesmo assim, no final do dia foi encaminhada para o setor do hospital onde ficam internados os pacientes acometido
pelo vírus.

Segundo o médico, Maria da Conceição sofreu uma parada cardiorrespiratória e ao acionar a equipe de enfermagem que estava
de plantão foi informado que a equipe se recusou a atender pacientes com suspeita de COVID.

O médico tentou sozinho a reanimação e logo em seguida pediu que um enfermeiro e um fisioterapeuta que estava na sala de emergência o ajudasse no socorro da paciente, mas, não conseguiu salvar Maria, que morreu aos 68 anos de idade.

Briga pela gratificação

De acordo com a filha de Maria da Conceição, Etelvina Villacorte, um dos motivos dessa omissão pode ter sido a falta de gratificação do Governo do Estado aos trabalhadores da linha de frente do COVID-19 que atuam no JP II.

“Agora por conta da gratificação vão deixar os pacientes morrerem e ninguém pode se despedir, ela não teve COVID e foi enterrada como paciente de COVID”, armou Etelvina à um jornal local.

No mesmo momento em que Maria da Conceição morria, enfermeiros e técnicos realizavam um protesto batendo panelas e ostentando faixas e cartazes exigindo o pagamento da gratificação aos trabalhadores do JP II.

O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil.

Fonte: Rondoniaovivo

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