Embora tenha sido o partido com o maior número de prefeitos eleitos no estado nas eleições municipais de 2020 – nove no total, o MDB administrará apenas 17,6% da população do estado. Entre os importantes municípios, o partido saiu vitorioso em Ji-Paraná e Rolim de Moura).

Apesar do MDB ser o que mais elegeu prefeitos nesta eleição, o partido teve uma queda de 30% em relação a eleição de 2016, quando o MDB emplacou 13 cidades.

Com a derrota do seu candidato a prefeito em Porto Velho, Williames Pimentel (ele foi o sétimo colocado), e a eleição de apenas um vereador na capital, além de largar mal para 2022, quando ao menos quatro candidatos competitivos para o governo estadual concorrerão, o partido tem que “construir” uma candidatura própria, uma vez que não tem, pelo menos agora, um nome relevante.

E, a julgar pela sua renitente resistência em se renovar, mais a enorme capacidade de eternizar caciques na sua estrutura partidária, o surgimento de um nome competitivo – que vá além do onipresente senador Confúcio Moura – parece ser tarefa quase impossível.

Diante da falta de reação do partido, parece que para o MDB de Rondônia, 2022 ainda não começou.

O PT também

A coluna descarta que o PT (nacional) tenha que se “repaginar” para poder voltar a ser competitivo nas próximas eleições. Muito pelo contrário. Os outros partidos é que terão que parar de apontar o dedo para petistas, quando muitos deles, estão no topo dos mais corruptos do Brasil. O PT também não precisa fazer autocrítica e nem fazer mea culpa. Na verdade o PT é a grande vítima desse sistema corrupto que se instalou no Brasil após o impeachment de Dilma.

Novo partido de esquerda?

Muito se tem falado ao longo dos anos e meses próximos às eleições, da necessidade da esquerda se unir. Tem-se por esquerda os seguintes partidos: PT, PSOL, PDT, PCdoB e PSB. Os mais competitivos. A criação de um novo partido resultado da junção destes seria a solução para a volta da esquerda ao poder? Talvez seja essa a solução. Até porque, não há quem aguente a existência de 33 partidos ou mais.

Ciro metralhadora

Enquanto isso, Ciro Gomes (PDT) não para de atacar a própria esquerda. Após atacar Lula, ele mirou a Ak47 para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Numa entrevista à Band, Ciro chama o PT de corrupto, Flávio Dino de maluco (“fora da realidade”) e Boulos de esquerdista radical. Dino: “Não responderei a Ciro Gomes. Por duas razões: primeiro, tenho respeito e apreço por ele. Segundo, é a minha contribuição para que o campo nacional-popular caminhe unido. Não me cabe acirrar conflitos desnecessários”.

PSDB em alta

Em Porto Velho, não se fala de outra coisa após eleições 2020. Consagrado pelas urnas, o prefeito reeleito da capital, Hildon Chaves (PSDB) é um dos potenciais candidatos ao governo de Rondônia em 2022. Ou ao Senado Federal se quiser respirar os ares de Brasília e fazer companhia a Confúcio Moura (MDB) e Marcos Rogério (DEM), cujos mandatos só se encerram em 2026. Além de Hildon, quem está em alta é o cacique Expedito Júnior que volta a sonhar com o governo ou até mesmo retornar ao Senado Federal. Na campanha de reeleição de Hildon ele foi uma das pilastras.

E Expedito Júnior?

Expedito Júnior para o Senado e Hildon Chaves, para o governo em 2022?

O articulador político e ex-senador Expedito Júnior (PSDB), que concorreu favorito ao governo de Rondônia em 2018, está feliz pela vitória de Hildon Chaves. Mas, qual o futuro do tucano em 2022? Concorrerá mais uma vez ao governo ou ao Senado? Só o tempo dirá.

 

E o Vinícius, hein?

O ex-candidato a prefeito de Porto Velho, Vinícius Miguel (Cidadania), retomou as atividades na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). “Um mundo ainda novo: aulas remotas. Colegas e estudantes se adaptando ainda. Incerteza quanto ao calendário 2021.
Caminhando ainda com algum clima de “vamos ver”, com a pauta de transparência. Indefinida normalidade”, postou nas redes sociais. À coluna ZF ele disse estar desanimado com a política. Decepcionado, diria. VM se queixou de que não mereceu ter sido maltratado pelos adversários como o foi. Como advogado e ativista, sempre esteve a favor dos menos favorecidos, principalmente na questão dos direitos humanos.

 

Mulheres em baixa

Em todo o Brasil as mulheres deram demonstração de desunião, não votando nas próprias companheiras. Nenhuma prefeitura das capitais será governada pelo sexo feminino. Em Rondônia apenas seis mulheres foram eleitas prefeitas. Porto Velho teve apenas uma candidata concorrendo. Cristiane Lopes (PP) chegou até o segundo turno, mas foi vencida. São estas as mulheres eleitas no interior: Carla Redano (Patriotas), Ariquemes; Lisete Marth (PV), Cerejeiras; Dra. Sheila (DEM), Chupinguaia; Raíssa Bento (MDB), Guajará-Mirim; Valéria Garcia (PP), Pimenteiras e, Professora Poliana Gaschi (PROS), Vale do Paraíso.

Fake news 2020

Brasil viveu neste segundo turno as eleições mais sujas de sua história, diante da conivência das autoridades e da mídia hegemônica, retrocedendo o país aos tempos da República Velha. O que tinha ocorrido nas eleições presidenciais de 2018 – com a rede de mentiras atuando de maneira maliciosa e apregoando fake news contra o candidato do PTFernando Haddad, foi reproduzido em várias capitais e cidades do país. Os candidatos da oposição progressista, em particular do PT, mas também do PSOL e do PCdoB – como Guilherme Boulos, Edmilson Rodrigues e Manuela D’Ávila, foram alvo de ataques mentirosos, com o uso abusivo das máquinas públicas e a compra de votos.

Fake news 2020 II

No último dia da campanha, relatório do PT identificou uma bateria de fake news contra os candidatos e candidatas da legenda que estavam disputando o segundo turno. Em Vitória, mentiras foram espalhadas denunciando o falso patrimônio milionário da filha de João Coser. O candidato adversário, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ainda inventou um suposto bloqueio de bens do candidato. Em Contagem, em Minas Gerais, ataques conservadores acusavam – via WhatsApp – a candidata Marília Campos com a surrada lavagem cerebral da “ideologia de gênero”. Em São Gonçalo, no estado do Rio, a campanha bolsonarista que apoiou o candidato Capitão Nelson (Avante) envolveu o petista Dimas Gadelha em falsas “prática de corrupção”. O Capitão se elegeu foi comemorar abraçado com um dos suspeitos de mandar matar o irmão do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL).

A segunda onda

Passadas as eleições, os políticos devem voltar a centrar o foco em um tema urgente: a alta da covid-19 nas cidades brasileiras. Com a reabertura tendo aglomerações e desrespeito a regras como uso de máscara, o Brasil pode chegar a uma segunda onda sem sequer ter saído concretamente da primeira, dizem especialistas. Ao menos 12 capitais registram alta de casos, segundo o InfoGripe/Fiocruz, com a doença avançando também para o interior. Já sete capitais têm taxa de ocupação de UTIs acima de 80%, e há crescimento tanto na rede pública quanto privada. (Exame).

O especialista

Um dos “assuntos do momento” apontado pelo Twitter, não poderia ser diferente, a sociedade de Sérgio Moro, na recuperação judicial da Odebrecht, realizada por empresas americanas. Aliás, se houve algo que mais levantou suspeitas em relação ao ex-super-juiz da Lava Jato, foi sua atuação muito próxima dos EUA, que agora, atua como sócio. Na prática, Sérgio Moro atuou para falir a Odebrecht, ao autorizar ações contra a empresa e não contra os executivos, sendo que o acordo de delação premiada realizada em massa com todos os executivos de empreiteira, preservou apenas o patrimônio dos suposto corruptos e não da empresa.

O especialista 2

Em todo lugar do mundo civilizado, o juiz nomearia um interventor da empresa, faria um acordo de leniência, afastaria os executivos e os processaria, preservando a empresa e os mais de 100 mil empregos jogados lixo pela Lava Jato, ao atuar para falir tanto a Odebrecht, quanto a OAS. A pergunta importante é, quem se beneficiaria com a falência das duas? A resposta está bem na cara. Após Sérgio Moro cumprir a quarentena do Ministério da Justiça, simplesmente passa a atuar para recuperar as duas empresas que quebrou quando era juiz. Qual o sentido disso? Simples, alguém tem que ganhar dinheiro e esse alguém, nesse momento, é Sérgio Moro. A resposta está bem na cara. Após Sérgio Moro cumprir a quarentena do Ministério da Justiça, simplesmente passa a atuar para recuperar as duas empresas que quebrou quando era juiz. Qual o sentido disso? Simples, alguém tem que ganhar dinheiro e esse alguém, nesse momento, é Sérgio Moro. Na recuperação judicial, certamente haverá a limpeza de valores ditos como “caixa 2”. Ora, ninguém mais “apropriado” que um especialista em lavagem de dinheiro. Por isso, Chica Sá foi certeiro:

Depois de “combater” a lavagem de dinheiro, o ex-juiz vira especialista em lavagem de imagem. E não ficou por aí, o deputado Paulo Teixeira, Roberto Requião, Ciro Gomes, Guga Noblá, Ivan Valente, Paulo Pimento e outros, atiraram sem dó em Sérgio Moro. Veja abaixo (Com informações de A Postagem):

 

 

 

 

 

 

 

OAB cobra Moro

A OAB cobra esclarecimentos de Sergio Moro sobre novo emprego. Moro nega advocacia e conflito de interesse, mas depois da atuação parcial na Lavajato como juiz é escandaloso lucrar na zaga no mesmo jogo.

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