PORTO VELHO- Foi quase que concomitante, ao mesmo tempo, em tempo real. Tão logo o governador de Rondônia trocou de líder, tirou o deputado estadual Jair Montes (Avante) e colocou Luizinho Goebbel (PV), uma operação foi deflagrada atingido em cheio o parlamentar avantino. Foi mera coincidência ou tem dedo do governador?

Aliados do chefe do executivo afirmam que a mudança visa fortalecer o nome de Marcos Rocha na região sul do Estado. Goebbel exerce uma grande liderança no Cone Sul e poderá ser decisivo para ajudar na reeleição de Rocha.

Por outro lado, a reportagem apurou nos bastidores que haveria muita ciumeira no Palácio Rio Madeira em relação a Jair Montes. O crescimento dele na mídia era evidente e ofuscaria algumas pretensões políticas de assessores próximos ao governador. “Há mais coisa entre o céu e as terras de Rondon”, disse uma fonte.

Jair Montes foi afastado do cargo (a Assembleia Legislativa ainda não se pronunciou) por supostas fraudes licitatórias para a aquisição de testes rápidos do coronavírus. Em nota, parlamentar disse que não há motivo para afastamento pois o mesmo não é ordenador de despesa, e sim deputado. Logo não se justifica qualquer afastamento.

“Nenhum parlamentar é ordenador de despesas, apenas destina a emenda aos órgãos públicos, prefeituras ou entidades, portanto, quem recebeu são os responsáveis pela execução e prestação de contas dos recursos recebidos”, apontou a assessoria do parlamentar.
Sobre o afastamento do deputado, o advogado Breno Mendes disse que “obrigatoriamente pela nossa constituição Federal, Estadual e Regimento Interno da ALE, deve ser enviado pelo presidente do TJ em até 24h a cópia integral da decisão, após esse prazo é levado a apreciação da ALE se licencia (autoriza) ou não o procedimento contra o parlamentar”. Em seguida Mendes disse que “Enquanto não for notificado pessoalmente e o Presidente da ALE receber a notificação não há qualquer empecilho para continuar exercendo o mandado outorgado de forma democrática pelo voto popular”.
Sobre possíveis rusgas com o governador, Breno Mendes assegurou que não há nada e que o deputado agora fora da liderança do governo, vai apenas cumprir o papel dele de fiscalizador do Executivo e dos órgãos de controle externo.
Em vídeo, o deputado se pronunciou:

Fonte: Mais Rondônia

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