Marcos Rocha e Jr Gonçalves passaram a perna em Marcos Rogério e vão comandar União Brasil

PORTO VELHO- Em sua prestigiada coluna “Opinião de Primeira”, publicada neste domingo nos principais sites de Rondônia, o jornalista e articulista político Sérgio Pires traz uma informação bombástica. “Marcos Rocha e seu grupo é quem vão comandar o União Brasil em Rondônia”. Na informação, Pires sugere que o senador deverá mudar de partido se quiser concorrer ao governo de Rondônia. Mas, porém, faltou a informação de que o União Brasil será oposição à Bolsonaro e que o governador de Rondônia, alinhado com ele, poderá ser obrigado a abandoná-lo.

Leia a informação de Sérgio Pires:

Mudou tudo! De uma hora para outra, como sempre ocorre na política, a nuvem trocou de lado. O novo partido, surgido da fusão do PSL e do DEM, que se chamará União Brasil e terá o número 44, será comandado, em nível nacional, pelo deputado Luciano Bivar, atual comandante geral do PSL. Pois foi com ele que o governador Marcos Rocha e seu chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, acertaram os detalhes sobre como funcionará a nova e poderosa sigla em Rondônia. Conforme informações oficiais vindas do grupo palaciano, o acordo com Bivar determina que será de Marcos Rocha (e não do senador Marcos Rogério), o comando regional da nova sigla. Fica claro, portanto, que o convite de Bivar para Rocha comandar por poucos dias o PSL no Estado, fazia parte do pacote do novo acordo, que colocaria nas mãos do chefe do governo rondoniense a chefia do novo partido. Além disso, mesmo que tenha tons de oposição do governo Bolsonaro, em nível nacional, por aqui, por motivos óbvios (Rocha é um dos aliados de primeira hora do Presidente), a linguagem não será opositora. A fusão será consolidada na próxima quarta-feira, dia 6 e a partir dali começará a ação do novo partido, que aqui em Rondônia ficará, caso mantidas as conversações até agora feitas, sob o comando do Governador e seu grupo.

Com isso, tudo muda no quadro político estadual. Se Marcos Rocha ficar mesmo com todas as decisões em suas mãos, certamente não haverá espaço para Marcos Rogério ou, se houver, ele ficará na condição de opositor ao atual Governo rondoniense, dentro da sigla e terá que buscar apoios na base partidária para conseguir uma eventual indicação para disputar o Governo, que é seu grande plano político para o futuro próximo. Tanto na situação anterior, quando se dizia que o União Brasil iria para as mãos de Marcos Rogério, como agora, com a nova perspectiva, há pouco espaço para tantas lideranças. O que pode ocorrer é que o senador de Ji-Paraná procure outra sigla para abrigar sua candidatura. Na presidência do União Brasil regional, Rocha tem condições de organizar o partido, com ampla maioria dos membros do diretório lhe dando apoio. Contudo, não há como se ignorar o poderio eleitoral de Marcos Rogério, que quer interromper a caminhada de Rocha na direção de um segundo mandato. Ao imbróglio político, mais cedo ou mais tarde, terá que pousar a mão do próprio Bolsonaro. Será uma missão duríssima, porque é de uma complexidade inimaginável agradar a dois aliados que têm os mesmos planos e que estão em cantos opostos do ringue político. Como ele fará para agradar dois aliados tão importantes? Isso é impossível de se prever. Mas a certeza é de que o emaranhado de interesses é de tal grandeza, que, como terá que fazer em outras regiões com problemas semelhantes, Bolsonaro terá que ter sensibilidade e inteligência para não perder nenhum dos seus mais importantes parceiros. O assunto ainda vai render muito, nas próximas semanas.

Fonte: Mais Rondônia com Opinião de Primeira/ Sérgio Pires

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