Marcos Rocha aponta deficit de R$ 400 milhões mas manteve 50% do staff econômico de Confúcio Moura

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Marcos Rocha, governador de Rondônia

PORTO VELHO- O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), reclamou, durante entrevista concedida aos “dinos”, SIC TV (Record), que recebeu o Estado com deficit orçamentário de de R$ 400 milhões, dentre os quais R$ 120 milhões da Saúde e de R$ 100 milhões da Segurança. “Nós acreditávamos que estávamos em uma situação confortável, mas não estamos. Vamos trabalhar para equilibrar o orçamento, inclusive vamos apresentar uma proposta de alteração orçamentária para que a gente consiga trabalhar. Esse ano dá para levar? Dá, mas vamos conseguir fazer tudo o que gostaríamos? Não tem como, mas estamos em busca de recurso, inclusive, da União”.  Na verdade, Marcos Rocha tenta confundir a opinião pública ao afirmar que recebeu o estado com um deficit de R$ 400 milhões. Pode até ter recebido, mas foi da gestão Daniel Pereira. Além do que, deficit orçamentário é comum, corriqueiro, porque depende da arrecadação no momento. Mas, deficit financeiro (endividamento a curto prazo) não houve quando recebeu o estado em 1 de janeiro. Confúcio encerrou o mandato dele com superavit financeiro, deixou dinheiro em caixa. Confúcio baixou a dívida do Estado.

Na situação em que se encontra o Brasil economicamente, o estado de Rondônia é um dos que se encontrava em melhores condições econômicas e fiscais quando Marcos Rocha assumiu. Tanto que o governador nomeou ou manteve mais da metade da assessoria econômica do antecessor dele, o atual senador Confúcio Moura (MDB). Senão vejamos. O chefe da Casa Civil é Pedro Pimentel, foi adjunto de Planejamento nos dois mandatos de Confúcio Moura. Se Marcos Rocha sabia que herdaria um rombo de 400 milhões, por que, durante a campanha, Pedro Pimentel sempre aparecia no cangote dele nas entrevistas?

Além de Pimentel, Marcos Rocha manteve Franco Ono – atual adjunto Sefin, Francisco – controlador geral, Márcio Gabriel – superintendente Licitação, Dr Juraci e Dr Leri , respectivamente procuradores gerais e adjuntos do Estado. Todos da administração Confúcio Moura. Nesse caso, o governador poderia aproveitar e renunciar porque durante a campanha alegou que saiu candidato por farra, e que por isso não teria plano de governo, nem projeto e achava que não seria eleito. Além do mais, quando o Marcos Rocha fala de dívida herdada, também está criticando os deputados reeleitos, pois cabia a eles analisar a LOA e verificar essa dívida. E, por fim, se o estado estava mesmo falido, porque então o governador contratou mais CDS do que o antecessor dele?

Fonte: Mais RO

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