trocha1Um grupo de manifestantes protesta contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff durante o revezamento da Tocha Olímpica. Os manifestantes ergueram, em frente ao Palácio do Planalto, faixas com a frase “Não ao golpe”, escrita em diversas línguas – árabe, russo, alemão, espanhol e inglês. Alguns seguem atletas e demais condutores da tocha, que vai percorrer vários pontos da capital federal.

Dezenas de pessoas ligadas a movimentos sociais e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff se concentraram no lado de fora do Palácio do Planalto, em Brasília, onde começou, nesta terça-feira, o revezamento da tocha olímpica no Brasil. Muitas faixas, inclusive em inglês, espanhol e até russo, citam que está havendo um “golpe” no País.

Segundo Rita Andrade, do coletivo Artistas pela Democracia, a concentração de pessoas do lado de fora do Planalto ocorreu sem ter sido organizada por qualquer grupo. “Foi algo espontâneo, até porque com a queda do WhatsApp no Brasil, não pudemos nos comunicar para chamar as pessoas”, contou.

Ela diz que a intenção é aproveitar o momento de grande audiência, principalmente internacional, para mostrar a situação do País. “A ideia é mostrar para o mundo que o Brasil está sofrendo um golpe. O que a gente vê no Congresso é um absurdo. Estamos aproveitando o momento, infelizmente, não para comemorar”, explicou.

Também estão presentes militantes do PT, da Contag e do Movimento de Luta pela Terra, entre outros. As pessoas cantam, entre outras coisas, pela permanência de Dilma e pela manutenção da democracia. “Ela representa a sobrevivência da democracia no Brasil”, continua Rita.

>> Siga o caminho da tocha <<

Crianças

Um espaço em frente ao Palácio do Planalto foi cercado para abrigar cerca de 500 crianças de escolas públicas do Distrito Federal que vieram assistir à passagem da Tocha Olímpica.

“Só via isso pela TV, é muito feliz ver tudo assim de perto de verdade”, disse Cauã, de 10 anos, aluno da Escola Classe Natureza, de Paranoá (DF).

Tocha Olímpica
A jogadora de vôlei Fabiana Claudino desce a rampa do Palácio do Planalto no revezamento da Tocha Olímpica Palácio do Planalto

A lanterna contendo a chama que alimenta a primeira Tocha Olímpica Rio 2016 foi conduzida pelo presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, Carlos Arthur Nuzman, às 9h50, até o alto da rampa externa do Palácio do Planalto para acendimento da pira. Em seguida, a presidenta Dilma Rousseff acendeu a tocha olímpica e a entregou para a bicampeã olímpica e capitã da Seleção Brasileira de Vôlei Fabiana Claudino, que desceu a rampa com a tocha acesa e deu início ao revezamento.

A chama olímpica chegou hoje às 7h25 ao Aeroporto Internacional de Brasília, ponto de partida para um roteiro que, nos próximos 95 dias, incluirá 327 cidades das cinco regiões do país, passando pelas mãos de 12 mil condutores até chegar, no dia 5 de agosto, ao Estádio Maracanã, local onde será acesa a Pira Olímpica e celebrada a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A chama foi acesa no dia 21 de abril, em frente ao Templo de Hera, localizado na cidade grega de Olímpia.

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