Mais de seis mil pacientes aguardam na fila de espera por cirurgias eletivas em RO

Há mais de um ano, a realização de cirurgias eletivas foi suspensa em Rondônia por causa da pandemia da Covid-19. Até março, mais de 6,4 mil pessoas aguardavam na fila de espera. De acordo com o Governo de Rondônia, alguns pacientes esperam desde 2017 pelo tratamento.

A permanência da suspensão desde o dia 20 de março de 2020 está relacionada à “priorização da segurança dos pacientes, buscando-se evitar o risco de contaminação pelo referido vírus”.

O cirurgião e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Estado de Rondônia (SBCBM), Thiago Patta, defende o retorno urgente dos procedimentos eletivos, considerando a possível piora do quadro clínico dos pacientes.

“Imagina você tem um mioma, que tem uma hérnia, um problema de obesidade, um problema de diabetes, um problema de tireoide, um problema ginecológico e está afastado do trabalho porque você não pode realizar essas cirurgias”.

Débora é uma dessas pessoas. Por conta da obesidade, a professora desenvolveu hérnia de disco e teve que se afastar da sala de aula.

“O que eu acho que a cirurgia vai fazer pra mim é isso: me deixar um pouco melhor para eu poder voltar ao meu campo de trabalho porque eu amo ser professora”, disse Débora.

Possível retorno é estudado

Em resposta à CBN Amazônia, o secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, revelou que há possibilidade do Estado retomar os procedimentos, desde que a porcentagem de internações permaneça baixa.

“O que nós temos que ter é responsabilidade de não abrir tudo de uma vez porque ainda temos UTI’s com uma taxa de ocupação alta”, argumentou.

A partir de informações do consórcio de veículos de imprensa, Rondônia variou no último mês entre a estabilidade e a queda na média móvel de mortes por Covid-19.

Há duas semanas, 518 pacientes estavam internados nos hospitais do estado. O número diminuiu para 422 de acordo com a última atualização do boletim Covid, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Ainda assim, os casos ativos da doença continuam aumentando.

Fonte: G1

Facebook Comments