Foto: Ilustrativa

Mais da metade da população de Rondônia não respeita as medidas de distanciamento social para evitar contaminação por coronavírus, de acordo com levantamento da In Loco – uma empresa de tecnologia que usa dados de usuários de aplicativos de smartphones para fazer mapeamento sobre a situação no Brasil.

O índice mais atualizado é de quinta-feira (21). Com apenas 43% da população em isolamento, o estado figurou na 16ª posição entres as unidades federativas com menores índices de isolamento.

Rondônia tem o 2º pior índice de isolamento entre os estados do Norte. O campeão é Roraima com 42%.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), restringir a circulação de pessoas é a alternativa mais eficaz contra a propagação do vírus e é também a única forma que os governos têm para conter o avanço da pandemia.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Rondônia tem 101 mortes por coronavírus, 2.659 casos confirmados. 10.350 testes foram realizados pelo LACEM e 862 pacientes já foram curados.

Os cuidados da comunidade e a devida atenção para o distanciamento social foram reforçados pelo secretário de Saude, Fernando Máximo, que pediu mais atenção de todos.

De acordo com Máximo, algumas pessoas não conseguiram entender que os hospitais estão praticamente lotados, não apenas os públicos, mas também os privados, fato que já preocupa as autoridades públicas. “Estamos no limite”, disse

“Gente é sério, estamos trabalhando dia e noite, deixando suas famílias, se esforçando , criando leitos clínicos, leitos de UTI, em um estado onde todos sabem que sempre foi um problema a falta de estrutura”, falou o secretário Fernando Máximo.

Pesquisa

A In Loco afirma que a coleta de dados só é feita com a permissão dos usuários dos aplicativos. Além disso, diz não repassar informações como nome, RG ou CPF. Em Goiás, foram analisados os dados de 2 milhões de celulares.

A empresa informa ainda que usa também medidas geométricas, chamadas de polígonos, estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para medir a localização dos celulares da população.

Fonte: Mais RO

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