Ruas de Porto Velho
O nível atual: 19,69....
O nível atual: 19,69….

O ano de 2014 começou com grandes prejuízos à população de Rondônia devido ao transbordamento de grandes rios que cortam vários municípios.
Além de inundações e perdas de bens materiais, a população está enfrentando a proliferação de doenças endêmicas e condições precárias de locomoção. Várias estradas e rodovias do estado foram afetadas pelas inundações sendo que o principal eixo de escoamento pelo estado, a rodovia federal BR-364 foi danificada na região de Cacoal, no centro-sul e permanece por quase 60 dias submersa rumo ao estado do Acre.
As distribuidoras de medicamentos, alimentos, combustível e serviços estão impedidas de realizar o trabalho nos municípios devido à cheia recorde, jamais registrada nos rios Madeira e Mamoré entre o norte e oeste do estado.
De acordo com a Defesa Civil de Rondônia, mais de 20 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas.
Até este domingo (30), 23 dos 52 municípios do estado já haviam computado algum tipo de dano em razão das chuvas ou das inundações.
Os municípios de Cabixi, Pimenteiras do Oeste, Pimenta Bueno, Espigão D’Oeste, Cacoal, Rolim de Moura, Presidente Médici, Nova Brasilândia D’Oeste, Alvorada D’Oeste, Urupá, Ji-Paraná, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Mirante da Serra, Jaru, Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Buritis, Alto Paraíso, Buritis e Porto Velho foram os que até o momento mais registraram ocorrências.

Ruas de Porto Velho
Ruas de Porto Velho

Em todo o estado, já passa de meio milhão o número de pessoas direta ou indiretamente afetadas por alagamentos, inundações, deslizamentos e bloqueios de rodovias, levando-se em consideração dados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.
che2Em Porto Velho, o rio Madeira atingiu o valor histórico de 19,74 metros às 8h15min deste domingo. A maior cheia da capital de Rondônia era de 17,52 metros em 08 de abril de 1997.
Ji-Paraná, o segundo município mais populoso do estado também registrou enchente recorde, com nível do rio Machado de 11,65 metros no dia 27 de fevereiro. A cheia máxima era de 11,55 metros em janeiro de 1986.
Na fronteira oeste, os 12,78 metros de cota máxima atingida pelo rio Mamoré, em Guajará-Mirim, em 1984, foram superados pela cheia atual, que já ultrapassou os 13,80 metros.
Além do esforço por parte da população, o poder público municipal, principalmente, se empenha no trabalho de resgate das famílias e na abertura de novos meios para escoar a produção agrícola e também a população.

Fotos: Marcelo Gladson

Fonte: MaisRo.com e De olho no Tempo

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