MAIOR CHEIA JÁ REGISTRADA NO RIO MADEIRA MANTÉM ACRE ISOLADO. VEJA RELATÓRIO QUE RELACIONA USINAS COM AS ENCHENTES

Imagem: Reprodução/Energia Sustentável do Brasil
Imagem: Reprodução/Energia Sustentável do Brasil

A cheia atual do Rio Madeira é a maior registrada na base de dados da Agência Nacional de Águas (ANA), que disponibiliza informações sobre o nível do rio em monitoramentos regulares realizados desde 2005. O alto volume de água acumulada provocou uma crise na região, com o fechamento da BR-364, que liga Porto Velho (RO) a Rio Branco (AC), e o consequente isolamento por terra do Acre. A crise é resultado do alto volume de chuvas na cabeceira do rio, que alagou florestas na Bolívia.  As variações extremas de clima, com enchentes em algumas regiões do planeta e secas prolongadas em outras, já haviam sido previstas e, segundo a Organização Meteorológica Mundial estão relacionadas ao aquecimento climático.

Conforme é possível observar no segundo destaque do gráfico abaixo, o nível do rio aumentou gradualmente nas últimas semanas. Além do isolamento do Acre, a concentração de água também provocou graves impactos em Porto Velho e região, e motivou novas críticas à construção das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau. As barreiras amorteceram a onda de cheia do rio e podem ter ajudado a diminuir a velocidade inundação em áreas urbanas, mas o volume de água acumulado é tão intenso que estruturas das próprias usinas encontram-se ameaçadas. Entre os questionamentos feitos na época das obras (leia relatório de 2011 da Plataforma Dhesca), estavam a omissão do Ibama em relação à falta de previsão de impactos de “externalidades ambientais” e “mitigação de danos” no estudo que resultou no licenciamento ambiental.

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