Lideranças do Judiciário, Congresso e empresariado se manifestam contra golpismo

 

 Artigo do professor da FGV EAESP e diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, e do professor da FGV EAESP, Marco Antônio Carvalho Teixeira, analisa como o estímulo à radicalização das polícias faz parte do roteiro golpista do presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias,  lideranças dos diferentes poderes, como o ministro do STF Ricardo Lewandowski, o ministro aposentado do Supremo Celso de Mello e o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG) se manifestaram firmemente em defesa das instituições e contra saídas autoritárias.

7 de setembro 

A convocação dos atos de caráter golpista para o dia 7 de setembro, feita pelo presidente Jair Bolsonaro e movimentos de seus apoiadores, tem ganhado força nas redes sociais e preocupado partidos e especialistas pelo risco de motim envolvendo policiais militares em manifestações e também nas eleições de 2022. Especialistas avaliam as motivações desses manifestantes e o advogado criminalista e conselheiro do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Augusto de Arruda Botelho, analisa a postura criminosa de policiais que, sob a justificativa da liberdade de expressão, fazem ameaças e convocam para atos de caráter antidemocráticos.

Manifestações

Decisão liminar concedida pela Justiça na última segunda-feira (30), garantiu que atos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro sejam realizados no vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo (SP), no dia 7 de setembro. O diretor do Movimento Acredito, Erick Santos, apresenta as reivindicações da manifestação e as medidas de segurança para evitar confrontos entre apoiadores e críticos do governo. O Movimento Brasil Livre, que junto do Livres e outras organizações, convoca para atos contra Bolsonaro para o dia 12, denunciou o presidente ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, por genocídio durante as ações de combate à pandemia de covid-19.

Posicionamentos 

Liderado pela a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), manifesto em defesa da democracia e da pacificação no país conta com mais de 200 signatários, incluindo associações, empresários, economistas e nomes da sociedade civil. Um outro documento, de caráter ainda mais crítico e articulado pelo agronegócio, setor até então próximo ao presidente Jair Bolsonaro, afirma que a “crise institucional custa caro ao país”. No último dia 30, sem citar nomes, a Frente Nacional dos Prefeitos divulgou uma carta criticando “provocações e atitudes desrespeitosas que geram conflitos, causam insegurança jurídica e social e comprometem o desenvolvimento das políticas públicas”.

Fonte: Pacto pela Democracia

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