Levantamento revela condições do Cras e Creas em Vilhena

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Abandono: levantamento no Cras e Creas revela máquinas paradas e documentos de programas sociais em meio à poeira


Equipes da Prefeitura de Vilhena finalizaram levantamento que revela as tristes condições nas quais se encontram o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). O registro demonstra o sucateamento de aparelhos, o descaso com documentos de programas sociais, a inoperância de equipamentos e as condições precárias dos prédios das entidades.

Em vistoria ao Cras, Eduardo Japonês ficou espantado com a forma como dezenas de caixas de documentos de programas sociais foram guardados: em meio à sucata de outros equipamentos, que deveriam estar funcionando.

Na sala, aos fundos do auditório, estantes repletas de arquivos inacessíveis expostos à poeira. Dezenas de máquinas de costura, inoperantes. Cadeiras de roda novas, guardadas inadequadamente, deteriorando. Apesar de o prédio ter sido inaugurado em 2016, foram registradas salas sem lâmpadas, portas emperradas, forro desmoronando, rachaduras em vários lugares e infiltração nas paredes.

Além disso, servidores da entidade explicam que, há vários meses os móveis das salas de coordenação dos programas sociais foram retirados do Cras e levados para o prédio da Secretaria de Assistência Social, inviabilizando a continuidade dos programas na instituição. Isso fez com que várias salas fiquem vazias e sem utilidade.

DIFICULDADES – No Creas, a situação não é mais animadora. Fiações sem acabamento e expostas, rachaduras no teto e nas paredes, além de mofo causado por infiltrações prejudicam a estrutura física do prédio. A instituição tem ainda carros sem manutenção, abandonados há vários anos, sucateando no pátio.

Eduardo Japonês se comprometeu trabalhar com respeito ao dinheiro público. “A reativação dos programas sociais e a utilização dos bens públicos com respeito é algo que exigirei em todas as secretarias. A Patrícia da Glória, secretária de assistência social, e os coordenadores dos programas têm, também, essa missão. O dinheiro precisa ser investido bem, mas temos que cuidar daquilo que foi adquirido. Não há dinheiro que seja suficiente para atender um município que desperdiça seus recursos por descuido”, pontua Japonês.

REGISTRO – A vistoria foi dividida em duas etapas: a primeira foi realizada no período de transição das administrações, no dia 14 de junho, e a segunda etapa nesta semana. Em ambas as ocasiões, foi produzido extenso registro fotográfico sobre as condições dos prédios e programas sociais.

Veja todas as fotos das visitas aqui: http://bit.ly/arquivocrasecreas

Semcom

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