Léo quer tudo… pode não ter nada…




Lép Moraes, deputado estadual do Podemos

José Armando BUENO (*)

A GULA  |  É um dos sete pecados capitais e também está relacionada ao egoísmo, ou seja, querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem. Portanto, a gula é também uma forma de cobiça. Na longa história humana, os pecados capitais sempre estiveram associados a algum tipo de abuso, e as insondáveis forças do equilíbrio também sempre atuaram para punir os excessos. O deputado Léo Moraes corre para o cometimento deste pecado capital, ao querer tomar para si partidos e múltiplos espaços partidários. Como já alertava o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “aquele que quer ser tudo pode não ser nada”, transliterado na sabedoria popular do “quem tudo quer, nada tem”. 

O GLUTÃO  |  Filiado ao PTB desde 2012, Léo Moraes tem carreira meteórica no legislativo, primeiro como vereador em Porto Velho, por dois anos, em seguida deputado estadual. Com dois anos de mandato em 2016 lançou-se candidato a prefeito de Porto Velho. Perdeu para o novato Hildon Chaves, que caminha cambaleante para o famoso cemitério de prefeitos da capital. Para buscar viabilizar possível candidatura a Federal, Léo precisaria de outro partido, considerando que até então o sanguessuga Nilton Capixaba, jamais lhe abriria caminho. Agora, pode até morrer abraçado com o partido, porque sua reeleição foi alvejada mortalmente. No início de 2017 Léo Moraes aproveitou seu relacionamento pessoal com a filha do deputado federal Rubens Bueno (PPS), e articulou a tomada do partido em Rondônia, hoje nas mãos do seu tio Márcio Barreto. A estratégia era buscar espaço e comando de um novo partido, para desenvolver seu projeto político. Corretíssimo. Mas tem um problema: Léo Moraes, com um pé no PTB, outro no PPS, quer outro partido, o Podemos (ex-PTN).

O DESASTRE  |  Desde 2017 Léo já lançou-se pré-candidato a manter-se aonde está, lançou-se pré-candidato a Federal e também ao Senado. Ainda não flertou, na sua coleção de balões de ensaio, com uma pré-candidatura a Governador, o que pode acontecer a qualquer momento para completar esse tiroteio de biriba. Estes experimentos têm a fórmula da pirotecnia infantil que acomete políticos sem projeto e invariavelmente muito mal assessorados. Sim, assessores despreparados são vendedores de ilusões, paridores de balões e ideias tiradas de um saco sem fundo, e falam somente aquilo que seus assessorados querem ouvir. É o velho casamento entre egos mal administrados. E Léo consome isso como um viciado incontrolável, o que pode levá-lo a um desastre anunciado.

O DESAFIO  |  O conturbado e perigoso cenário político de Rondônia, aponta para a formação da tempestade perfeita no dia 7 de outubro e que deve fazer naufragar de transatlânticos ultra-seguros a submarinos atômicos, todos forjados em longas e vitoriosas carreiras políticas no nosso estado. Léo Moraes é pré-candidato a náufrago: tem carreira segura na ALE para mais uma legislatura, mas quer a aventura de uma candidatura à Câmara Federal, num campo que vai acolher no mínimo meia dúzia de pesos-pesados com enorme lastro eleitoral. Estes titãs vão conquistar pelo menos cinco das oito cadeiras federais e emparelhar-se com outros três titãs: Marinha Raupp, Mariana Carvalho e Marcos Rogério. Claro, se estes dois também não entrarem em aventuras quixotescas, como espalha a mídia subserviente.

PODEMOS  |  Como já disse, o alvo preferencial de Léo Moraes neste momento é o PODEMOS (ex-PTN), sob novo comando em Rondônia, nas mãos de um outro deputado que deve anunciar em breve sua mudança de um partido nanico, candidatíssimo ao seu fim em 2018 por absoluta falta de deputados. Este terceiro alvo torna-o um glutão, prestes a ser punido pelo pecado da gula. O PODEMOS tem como pré-candidato ao governo o promotor Héverton Aguiar. Já tem definidos seus pré-candidatos a Federal, Estadual e Senador, que vamos revelar em breve. Léo não tem espaço, ainda que queira. Mas não sabe o que quer, este sim seu maior pecado. Quer ainda salvar a pele de um amigo que perdeu o comando de um partido, e está sem rumo e sem prumo. Mais, quer unir óleo e água num bando sem projeto, só de olho no poder pelo poder. Seu grupo tresloucado ainda não colocou os pés no chão, e tem alucinações de poder dignas de Lord Voldemort, e que nem toda a magia de Harry Potter daria conta. Caro deputado Léo Moraes, prepare-se para a tempestade perfeita no dia 7 de outubro, eliminando pesos mortos do seu barco, para rasgar as terríveis ondas rumo a um objetivo. Ou tenha o fim trágico do abraço dos afogados.

(*) José Armando BUENO é empreendedor e jornalista, editor de A CAPITAL.

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