Léo Moraes conversou com G1 nesta terça-feira (Foto: Matheus Henrique/ G1)
Léo Moraes conversou com G1 nesta terça-feira (Foto: Matheus Henrique/ G1)
Léo Moraes conversou com G1 nesta terça-feira (Foto: Matheus Henrique/ G1)

PORTO VELHO- O G1 realiza a última entrevista entre os candidatos do segundo turno à prefeitura de Porto Velho. Léo Moraes (PTB), candidato na disputa de segundo turno a prefeito de Porto Velho, foi o entrevistado nesta terça-feira (25) As perguntas ao candidato foram feitas pela apresentadora Carolina Brazil.

O candidato foi questionado, entre outros assuntos, se ele pretende aumentar os impostos na cidade, caso seja eleito. Léo diz que não pretende tal reajuste, mas quer aumentar a arrecadação. “Nós temos dois modelos bem claros, um é de privatização e o outro é de empoderar o servidor público e gerar condições de trabalho e fomentar comércio em nossa cidade”.

Ao G1, Léo também comentou que pretende asfaltar cerca de 100 quilômetros de ruas, com recurso próprio, e colocar o estacionamento rotativo e faixa de ônibus em alguns pontos da capital.

As eleições de 2° turno serão no próximo domingo, dia 30 de outubro. Mais de 300 mil eleitores devem ir às urnas para escolher o novo prefeito da capital.

Confira a transcrição completa da entrevista com Léo Moraes (PTB)

Carolina Brazil: O G1 Rondônia iniciou ontem uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Porto Velho neste segundo turno. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Cada candidato vai ter dez minutos para responder a pergunta, com mais um minuto para conclusão da última resposta. Se um dos candidatos se sentir ofendido pelo opositor, nas entrevistas do G1, a direção da emissora poderá minuto de direito de resposta ao ofendido dentro do site no dia seguinte. E o segundo entrevistado é o candidato Léo Moraes da coligação “abrace Porto Velho”. Boa noite, candidato.

Léo Moraes: Boa noite, Carolina. Boa noite a todos os internautas ligados no G1 e é uma grande felicidade e oportunidade também. Não posso deixar de agradecer a Deus pela oportunidade que me é dada, pela sabedoria que me é concedida e principalmente conversar com vocês mais uma vez para que tenhamos enfim a definição do voto do melhor projeto para gerir, para administrar e para bem conduzir a nossa cidade nos próximos quatro anos.

Carolina Brazil: Candidato, o senhor pretende implementar o estacionamento rotativo e manter a faixa de ônibus?

Léo Moraes: Sem sombra de dúvida. Se for, porém, nós temos que ter algumas regulamentações em especificidades. Nós temos que começar com responsabilidade. Eu participei de todas as discussões junto a Fecomércio para discutir estacionamento rotativo, mas já tivemos em outros momentos e é fundamental, porque às vezes a pessoa estaciona o carro 7h da manhã e retira 19h. E pessoas deixam de acessar o comércio, deixa de gerar emprego e renda por causa disso. É importante reorganizar para que todos possam circular em nossa cidade. Mas do que isso, estacionamento obliquo a 45 graus em área de comércio, que dessa maneira a gente aumenta mais uma faixa de rolamento e mais pessoas circulam na cidade, gerando fluidez. É algo muito claro. Isso tudo está dentro do programa de mobilidade urbana, que nós perdemos 90 milhões de reais. Nós queremos resgatar porque o projeto já existe na administração municipal. Fui o criador da frente parlamentar, na Assembleia, e na Câmara Municipal foi através da minha audiência que nós desbaratamos que nós havíamos perdido 90 milhões de reais. Então estou atento e há muito tempo discuto essa questão. Também queremos utilizar os universitários, a academia, os professores de arquitetura, de engenharia, assim como os conselhos regionais de engenharia e arquitetura. O Crea, Cau e o Senge, que é o sindicato dos engenheiros, para colaborar com bons projetos de forma voluntária e não onerar nossa administração municipal.

Carolina Brazil: E quanto a faixa exclusiva de ônibus?

Léo Moraes: Faixa de ônibus tem que ser em uma via paralela a de grande circulação de pessoas. Nós não podemos uma faixa exclusiva de ônibus na Calama, por exemplo, porque você vai matar o comércio. Temos que discutir. Quem sabe a José Camacho, ou entre a Carlos Gomes e a Pinheiro, Duque de Caxias. Criar mecanismos e ferramentas para otimizar o nosso trânsito. Assim como nós temos que ter coragem de entender que Porto Velho possui 100 mil automóveis e 100 mil motocicletas. Por que não discutir uma faixa exclusiva para motocicletas? Afinal muita gente se machuca, morre, tem fraturas e traumas por conta de acidentes automobilísticos.

Carolina brazil: Candidato, o que o senhor vai fazer em relação aos camelos que atualmente estão distribuídos pelas praças de Porto Velho?

Léo Moraes: Bem, já existe um projeto de mais de R$ 2 milhões na administração que inclusive é uma contrapartida, é uma compensação das usinas. Esse projeto vai ficar lá no Euclides da Cunha, isto é, nós só vamos retirá-los a partir do momento em que tivermos segurança de um ambiente digno, respeitoso para quem está lá trabalhando e pra quem também quer consumir, de um modo que eles possam colaborar com a administração municipal através das suas colaborações permissionais, afinal, eles são permissionários, e dessa maneira agente os respeita, respeita a cidade, respeita a todos os comerciantes de nossa capital.

Carolina Brazil: Você já tem um lugar pra isso?

Léo Moraes: É na Euclides da Cunha. O projeto não é meu, o projeto é da administração atual. Ele já foi implementado, já está todo orçado, já tem inclusive o ambiente pra isso, que fica na rua Euclides da Cunha, próximo ao que era o Shopping Popular, perto do terminal de integração que atualmente é mal feito.

Carolina Brazil: O senhor vai aumentar os impostos? Como que fica essa relação entre a população, que é o contribuinte, entre os empresários, entre os fornecedores, as pessoas que oferecem serviços e as indústrias?

Léo Moraes: Eu não pretendo aumentar impostos, mas eu pretendo aumentar o poder de arrecadação, isso é, com organização da atividade e meio. Da administração tributária, o programa de modernização que é fundamental, empoderar servidores públicos de carreira pra que eles tenham mais condições. Nós temos dois modelos bem claros, um é de privatização e o outro é de empoderar o servidor público e gerar condições de trabalho e fomentar comércio em nossa cidade. A empresa que aqui vem se instalar, tem que ter critérios muito claros de isenção, que sejam objetivos, transparentes, pra que uma não se sinta prejudicada em detrimento da outra empresa.

Carolina Brazil: Candidato, O senhor vai reduzir o número de comissionados? Já que a prefeitura recebe parte desses comissionados e acaba causando um gasto maior sem a contratação, acaba onerando os gastos da prefeitura. Como o senhor pretende lidar com isso?

Léo Moraes: Carolina, eu sou o maior defensor de servidor público no estado de Rondônia na condição de deputado estadual. Sou o ferrenho defensor de posse pros deputados aprovados e que ainda não tomaram, logicamente, posse. Sou o autor de um projeto que diminui o número de cargos comissionados na administração do estado, aqui também queremos fazer isso. Nós temos 1.400, 1.500 cargos comissionados. Cargos comissionados oram criados no Brasil sob a condição de ser cargo de chefia, de supervisão e de coordenação, cargos eminentemente técnicos, e assim nós teremos porque também é importante, mas temos que diminuir e deixar com essa previsão bem clara, que é pra cargos de supervisão, chefia e coordenação.  Sem sombra de dúvidas pretendo diminuir, assim também como fazer um choque de gestão e diminuir os gastos públicos no montante de R$ 380 milhões, que já está no nosso plano de gestão oficial.

Carolina Brazil: Candidato, como o senhor vai resolver o problema da alagação que atinge vários bairros?

Léo Moraes: Bem, alagação nós não podemos diminuir essa discussão para micro drenagem, que são aquelas manilhas que nós colocamos por baixo da terra antes de cascalhar ou asfaltar. Nós temos que ter a ousadia e nós já fizemos um levantamento com nosso departamento de engenharia e discutir os nossos canais, os nossos igarapés, que são cerca de 100 quilômetros e cortam toda a nossa cidade. Nós vivemos numa cidade plana e por conta disso a própria gravidade não dá vazão dessa água em época de chuva e isso alaga toda a cidade. Temos que enlarguecer  os nosso canais, aprofundá-los e também construir grandes galerias pluviais para que nós possamos passar pelos canais, pelos canais, igarapés e chegar no Rio Candeias e no Rio Madeira.

Carolina Brazil: E quanto ao asfaltamento, que é um problema também de vários bairros e que afeta diretamente a população. É uma das principais reclamações. Tem algum projeto?

Léo Moraes: Eu conheço bem essa realidade. Eu sou de Porto Velho, é a minha vida. Época da seca, né, é realmente poeira nos olhos. Problemas respiratórios para nossas crianças e pessoas da melhor idade. Época da chuva no inverno amazônico é lama, é doença, é leptospirose. Nós temos um programa que é o Porto Velho do futuro. Nós vamos construir com o nosso próprio recurso 100 km de asfalto e temos condições de mais 200 a 300 quilômetros em parceria com o governo do estado. Acredito muito que nós vamos diminuir, minimizar os problemas de saneamento básico, de higiene, de saúde e de bem estar que a população o sofre muito. A gente vê outras capitais discutindo temas mais avançados e Porto Velho ainda está no saneamento básico e também nos asfalto. Temos que ter coragem, temos que ter também garra e conhecimento de causa. Tem que conhecer a cidade para tomar conta dessa cidade, que é a nossa cidade com certeza.

Carolina Brazil: O asfaltamento é um recurso caro para a prefeitura. Como o senhor pretende fazer isso e em quanto tempo a população pode esperar isso, caso o senhor seja eleito?

Léo Moraes: Eu quero deixar mais do que isso. Um compromisso de que as obras que estão sendo realizadas, tanto da parte da drenagem como do asfalto, elas serão contempladas. Elas serão também completadas pela nossa administração, com calçada, com meio fio, como também sarjeta, na verdade boca de lobo. R$ 380 milhões não é pouco. Isso também não é para gastar somente com pessoal. É investimento. A gente só vai conseguir esses recursos com investimento. É caro? É. R$ 500 mil, R$ 700 mil, mas com R$ 380 milhões de reais que eu quero ressaltar, eu quero fazer isso e muito mais. Eu quero construir 44 creches e várias já estão em andamento pela atual administração e nós temos que assim reconhecer. E quatro creches com orçamento próprio na nossa administração. São três creches dos comerciários, para quem trabalha no ambiente no ambiente do comércio e não tem aonde deixar seu filho, que é o seu maior patrimônio, e uma creche noturna para quem trabalha durante esse período. E também hoje está desassistido.

Carolina Brazil: 30 segundos, candidato.

Léo Moraes: Bem, muito obrigado pela oportunidade. Quero deixar um abraço para toda a população, por tudo que tem acontecido em minha vida. Certamente sairei maior do que entrei e cada vez mais afetuoso com a minha cidade. Muito obrigado pela forma como vocês me recebem, pelo amor. Eu quero doar meu sangue, meu espirito, meu coração. Eu quero estender meus braços para mudar o rumo da nossa Porto Velho. Meus amigos, Porto Velho tem jeito. Agora nesse domingo é Léo prefeito 14. Os indecisos, as pessoas que ainda não sabem, vamos conosco. Muito obrigado.

Carolina Brazil: Obrigada, candidato.

Léo Moraes: Obrigado.

 

G1

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