leo-16PORTO VELHO- A dez dias das eleições de 2016, as redes sociais é um achado para os candidatos a prefeitos, em tempos de contenção de despesas e rigidez da Lei Eleitoral quanto á propaganda política. As redes podem não render muitos votos, mas mantém ligados os eleitores destes ou daqueles candidatos. Estar mais próximo de seu eleitorado através da criação de canais de comunicação que envolvem os meios tradicional (rádio e tv) e o uso de novas tecnologias como o Facebook, Twitter e Whatsapp, traz resultados positivos para os candidatos ao pleito 2016. “É uma forma de ouvir e atender os anseios da comunidade”, afirma o candidato a prefeito de Porto velho, Léo Moraes (PTB). Léo Moraes faz transmissões diárias, ao vivo, pela internet.

voltarobertoO candidato à reeleição, Mauro Nazif (PSB) tem melhorado o desempenho dele nas redes sociais. A equipe de marketing virtual tem se comunicado bem com os internautas. Roberto Sobrinho, do PT, aproveita a retórica afinada para apresentar as propostas via vídeos. Tem funcionado bem. Williames Pimentel (PMDB) também aproveita bem os recursos virtuais proporcionados pela internet. Ribamar Araújo (PR) melhorou bastante a comunicação virtual.

O uso das mídias sociais em uma campanha eleitoral é uma complementação de outras ações de presença digital como, por exemplo, a criação de um site ou blog onde o candidato possa apresentar seu perfil detalhado, ideias, propostas e programa de governo.

As interações com os eleitores através das redes sociais são uma fonte inesgotável de sugestões e novos pontos de vista que retroalimentam a campanha de marketing eleitoral.

É através das interações que o candidato e sua equipe conseguem ter uma visão mais clara dos anseios da população e quais propostas são simpáticas ou não ao eleitorado.

O marketing político nas redes sociais funciona como um verdadeiro termômetro da campanha fornecendo o melhor feedback que você poderia conseguir.

O marketing político nas redes sociais se apoia em dois pilares principais:

  • Interação – A troca de informações e opiniões entre candidato e eleitores. A construção colaborativa de uma proposta de governo através da participação dos eleitores
  • Engajamento – A participação dos integrantes da rede social na função de propagadores da mensagem de campanha. A criação de uma militância digital capaz de expandir o público impactado pelas mensagens enviadas e defender a proposta

 

dicasssO que os candidatos podem fazer  e o que não podem fazer na internet

Apoiar candidato usando seu próprio perfil em redes sociais está liberado na campanha eleitoral deste ano, mas se usar o site de uma empresa está sujeito a multa.

Candidatos e eleitores têm de cumprir normas que foram criadas especificamente para internet. Conheça o que pode e o que não pode fazer nas redes sociais na hora de falar bem (ou mal) de quem está concorrendo a um cargo público.

O QUE PODE

• Eleitor apoiar ou se manifestar contra candidato na internet desde que esteja identificado.

• A campanha realizada na internet por meio de sites, blogs, redes sociais e plataformas de mensagens instantâneas cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações. O site deve ser comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país.

• A propaganda realizada por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, pelo partido ou pela coligação.

O QUE NÃO PODE

• Candidato e eleitor ofenderem à honra de adversários ou divulgarem informações falsas.

• Candidato e eleitor fazerem propaganda utilizando perfis falsos.

• Campanha em sites de empresas ou organizações, com ou sem fins lucrativos, e órgãos públicos.

• Empresas doarem ou venderem o cadastro eletrônico de seus clientes em favor de candidatos, de partidos ou de coligações.

• Qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet e nas redes sociais.

• Impulsionar a propaganda por meio de mecanismos que potencializam o alcance e a divulgação da campanha para atingir usuários que, normalmente, não teriam acesso ao seu conteúdo. Ou seja, nada de publicações patrocinadas no Facebook.

 A violação dessas normas rende multas que variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

 

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