O jornalista João Renato Jácome, que questionou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acerca de sua avaliação sobre decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de anular, na terça-feira (23), a prova principal da denúncia do MP contra Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) – a quebra dos sigilos fiscal e bancário, foi demitido após um um trabalho freelancer para um jornal do Sudeste, nessa quarta-feira (24), afirma o jornal Folha do Acre em sua publicação.

O presidente realizava viagem a Rio Branco (AC) e encerrou uma coletiva de imprensa depois que o repórter o questionou sobre o tema. Antes que Jácome finalizasse a pergunta, Bolsonaro o interrompeu e disse: “Acabou a entrevista” – como foi possível assistir em vídeos que viralizaram em vários canais e redes sociais.

A mídia aponta que o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, teria dito a repórteres que Jácome “foi exonerado ontem mesmo”. Segundo a Folha do Acre, Bocalom foi questionado se iria exonerar o jornalista que questionou o presidente, e que na ocasião exercia trabalho freelancer para um jornal do Sudeste, e a resposta foi que o profissional já havia sido exonerado logo após a coletiva.

Jácome havia sido convidado pelo ex-deputado Normando Sales, atual secretário de Meio Ambiente de Rio Branco, para ser chefe de gabinete naquela secretaria e não estava em expediente para o setor público quando aceitou o trabalho freelancer que originou em sua demissão, publicou o jornal.

Fonte: Urbs Magna

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