O Brasil precisa ser reconstruído, e o ponto de virada para o País sair da crise exige exemplo e trabalho de cada brasileiro. A afirmação foi feita pelo governador Confúcio Moura, em Ouro Preto do Oeste, a 322 quilômetros de Porto Velho, deixando claro que é preciso união para enfrentar os graves problemas de ordem política e econômica.

Governador Confúcio Moura na inauguração da Unisp de Ouro Preto

Governador Confúcio Moura na inauguração da Unisp de Ouro Preto

Confúcio Moura se manifestou na tarde de sexta-feira (19), quando foi inaugurada a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) do município, um dia após a divulgação das revelações feitas por executivos da JBS.

“Eu digo que o Brasil só se une em duas circunstâncias: agarrado ao futebol e no carnaval, olhando a noite toda as escolas de samba na televisão. Agora, temos de nos unir no infortúnio, na situação difícil, de tristeza.  Vivemos uma situação de reconstrução. Um País quando é devastado por um furacão, qualquer intempérie da natureza ou por uma guerra, os que sobrevivem reconstroem as cidades ou o País com muita luta, e o País fica melhor”, comparou o governador.

“Estamos na fase da reconstrução do Brasil, e cabe aos vereadores aqui presentes, prefeito, deputados, a cada brasileiro, onde estiverem, dar sua porção de trabalho e exemplo para dar o ponto da virada. Todos nós temos este dever”, disse.

Para Confúcio Moura, o País precisa se reinventar, fazer uma revolução “de baixo para cima”,  a partir dos governos locais, o governo das comunidades, para alavancar o crescimento, parabenizando o prefeito Vagner de Barros que declarou iniciativa de apoiar os produtores de cacau. “Isso movimenta o comércio local, movimenta a economia”, sublinhou.

Ele também disse que seu cargo é passageiro, e que o servidor público de carreira fica. “A boa impressão do governo é feita através da replicação dos serviços prestados pelo funcionário público. Atendeu bem, o governo vai bem. Atendeu mal, o governo vai mal. Então esta reputação recai sobre todos nós”, afirmou, registrando a preocupação em deixar o estado respeitado e em boas condições.

“Eu ando pelo Brasil. Eu estive na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para promover a Rondônia Rural Show e vocês não imaginam o respeito e a quantidade de gente no auditório da avenida Paulista, que nos deu atenção, e o próprio governador nos apoiou. A questão do respeito é indispensável. Onde você vai é bem atendido. Onde bate à porta acreditam que você está trabalhando direito. Isso repercute positivamente”, declarou.

“Queremos exaltar o povo de Rondônia. O trabalho de Rondônia, grande exportador de carne; o trabalho de Rondônia, segundo maior produtor de café; o trabalho de Rondônia, o maior produtor de peixe em cativeiro do Brasil; o trabalho de Rondônia nas florestas plantadas. Um estado pequeno que tem quatro faculdades de medicina, várias de direito; que só tinha um instituto federal de educação e agora são oito ou nove. As bases do estado estão lançadas, cabe agora a todos nós, juntos, mudar a filosofia do Brasil, virar a página e reconstruirmos o País”, considerou.

“Como disse Caxias [militar, patrono do Exército], quem for brasileiro nos siga ”, reforçou.


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