Uma grávida de 32 anos acusa o próprio namorado de matar o bebê que ela esperava, ainda dentro da barriga. O homem teria inserido na vagina da mulher três comprimidos de Cytotec, medicamento abortivo e de uso restrito do SUS, durante o ato sexual, sem que ela soubesse. Ele confessou o crime, após a vítima sofrer um aborto.

Giuliano Augusto Trondoli Cunha foi detido em flagrante, no último dia 15, no Hospital Salvalus, na Mooca, zona Leste de São Paulo, onde a grávida foi atendida, após sentir fortes dores. Com ele, os policiais encontraram outros quatro comprimidos de Cytotec.

Os dois se relacionavam desde janeiro deste ano. Na segunda (23), ele foi denunciado pelo Ministério Público por indução de aborto sem consentimento da gestante, crime cuja pena prevista é de três a dez anos de prisão em regime fechado. Ele foi liberado sob fiança de R$ 10 mil.

Segundo a vítima, Trondoli foi comunicado da gestação no dia 14 de setembro, logo após o resultado positivo. “No mesmo dia ele veio para minha casa, passou os três primeiros dias aqui, falou de aborto, de procurar uma clínica para isso, de doar a criança. Falou disso tudo, mas, a partir do dia 18 de setembro, pediu desculpas e disse que estava nervoso no começo”, contou a vítima.

Na manhã de domingo, dia 15 de novembro, ela acordou por volta das 7h com muita dor e, ao usar o banheiro, notou dentro da vagina resíduos do que pareciam ser dois comprimidos. Ela questionou o companheiro, que disse ter inserido nela, durante o sexo, o que seria “viagra feminino”.

Ela insistiu em ir ao hospital, mesmo diante de reiterada recusa de Giuliano. De acordo com ela, Trondoli pediu que ela ficasse em casa e tomasse um remédio para cólica. No hospital, ao ser atendida, um médico constatou que ela estava em processo de aborto. A caminho da sala de parto, ligou para a polícia, que o prendeu minutos mais tarde.

Para a polícia, ele confessou ter inserido três comprimidos de Cytotec na vagina da vítima durante o sexo e ter dito que se tratava de um estimulante sexual.

Trondoli, que se disse incomodado pelo fato de que a mulher queria manter a gestação, declarou ainda ter adquirido o abortivo pela internet. O crime foi registrado na 8ª DP, no Brás, região central de São Paulo.

O acusado foi denunciado pelo Ministério Público, e uma medida protetiva foi concedida para impedir que ele se aproxime de namorada ou de conhecidos dela.

Com informações da Folha de São Paulo

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