Basim Razzo deve receber um milhão de euros, o equivalente a R$ 6 milhões, após perder sua esposa, filha, irmão e o primo no ataque

A Holanda confirmou nesta terça-feira (8) que pagará uma indenização a um iraquiano que perdeu grande parte de sua família no bombardeio de sua casa, em Mosul, por um F-16 holandês em 2015, depois que a coalizão internacional contra o Estado islâmico assumiu erroneamente que os residentes tinham ligações com grupos terroristas.

Em carta ao Parlamento holandês, a ministro da Defesa, Ank Bijleveld, confirmou que indenizará Basim Razzo, que sobreviveu ao ataque realizado em 20 e 21 de setembro de 2015 na cidade iraquiana, mas perdeu a esposa, a filha, o irmão e o primo. Ele ainda frisou que a decisão é voluntária.

Integrantes do governo da Holanda se reuniram com Razzo em junho deste ano para discutir o caso, que, na visão da ministra, tem “aspectos e circunstâncias especiais”.

“Nós nos dispusemos a oferecer voluntariamente uma compensação por razões humanitárias, particularmente por causa do enorme sofrimento humano que se abateu sobre ele e dos danos materiais que sofreu como resultado do ataque”, declarou.

Combatendo os jihadistas

A ministra, que se recusou a detalhar a quantia que será dada ao sobrevivente do ataque, considera o passo um sinal de compreensão e simpatia por parte do governo holandês para com as famílias afetadas pelos ataques com vítimas civis durante as operações da coalizão internacional que vem combatendo os jihadistas no Iraque desde 2014.

“Chegou-se a um acordo sobre a compensação a ser paga. Pode não ser necessário, mas devo repetir que o Estado holandês não reconhece nenhuma responsabilidade por este gesto. O Ministério da Defesa é de opinião que não houve uso ilegal da força”, ressaltou.

Segundo a televisão pública holandesa “NOS”, a indenização será de cerca de 1 milhão de euros, embora inicialmente Razzo, que trabalhava para uma empresa de telecomunicações no Iraque, tenha exigido 2 milhões de euros. Segundo o advogado do iraquiano, Liesbeth Zegveld, o ataque foi uma ofensa internacional, já que as informações sobre o objetivo militar eram “limitadas e contraditórias”.

Fonte: R7

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