PORTO VELHO- Uma coisa é alguém sem respaldo afirmar que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) não sairá candidato à reeleição. Outra coisa é o articulista político Robson Oliveira afirmar: “em relação ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), em razão de suas posições contrárias ao instituto da reeleição, não vai sair candidato ao segundo mandato”. Para bom entendedor, meia palavra basta. Mas, como acrescentou o poeta mais lido do Brasil, Augusto Branco, aqui destas terras de Rondon, “Para bom entendedor, meia palavra basta, para quem entende além das palavras, o silêncio é um livro inteiro”.

Pois bem. Quem vem a ser Robson Oliveira nesse jogo político? O articulista que assina a “Resenha Política”, uma das colunas mais prestigiadas depois da “Política em 3 tempos”, do saudoso Paulo Queiroz. Aliás, Robson é cria do PQ. Ambos militaram juntos no também saudoso O Estadão do Norte.

Sim, e daí? E daí que Robson Oliveira foi um dos, senão o guru, do então candidato a prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. O atual prefeito era um total desconhecido na política local e não tinha a mínima chance de vencer o prefeito de então, Mauro Nazif (PSB) que saía à reeleição. De minguados traços nas pesquisas, Hildon Chaves foi para o segundo turno e venceu por causa de uma frase: “Eu conheço um bandido com menos de três minutos de conversa”. Era o que o eleitorado queria, um nome novo, que inspirasse confiança. E Robson atuou nos bastidores dos debates, como um treinador de um lutador de boxe, dando dicas de onde acertar o adversário. Nocaute! Hildon Chaves foi eleito surpreendendo a todos. Até o próprio (risos).

Bom, passados três longos e tenebrosos anos, eis que está na hora da onça beber água novamente. Hildon Chaves comeu o pão que o diabo amassou nestes três anos e alguma coisa de administração. Fora os problemas que enfrentou nos transportes, principalmente, enfrenta agora uma terrível pandemia com a capital liderando as mortes.

Homem de sucesso na vida privada, dono de uma fortuna, fruto de boas tacadas nos investimentos, Hildon Chaves se vê agora numa indecisão: sai ou não sai à reeleição? Se sair, poderá correr o risco de ter a primeira derrota de sua vida e justamente na política, podendo sepultar possível pretensões políticas em 2022. Se desistir, poderá assinar recibo de que não teve coragem para levar à prova seus feitos como administrador da coisa pública. Ser ou não ser, eis a questão.

Leiam a notinha da coluna do Robson e tirem as conclusões:

A coluna está segura em afirmar que em relação ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), em razão das suas posições contrárias ao instituto da reeleição, não vai ser candidato ao segundo mandato. Embora esteja com um enorme pacote de obras de pavimentação e embelezamento em pleno vigor nas ruas da capital, inclusive nos distritos. Não é uma decisão fácil para um prefeito que assumiu o município com uma entrada em estado de ruínas (viadutos inacabados), ruas esburacadas, contratos sub judices, empresa de coleta de lixo ineficiente, transportes coletivos em caos. Nem tudo ainda foi resolvido, mas muito vem sendo feito de forma correta e competente.

Autor: Roberto Kuppê

Fonte: Mais RO

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