rioaguaEnquanto verbas do governo federal vão para Sombrio (SC) e para Rolim de Moura (terra de dois senadores e um deputado federal), para Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré nada. Pior para Guajará-Mirim que está isolada por terra e a situação do aeroporto é precária e segurança zero. A situação de isolamento das cidades de Guajará-Mirim e Nova Mamoré tem gerado o desabastecimento de alimentos, combustível, gás de cozinha e até remédios e vai se agravar ainda mais, em razão de o Ministério Público Federal ter determinado a retirada das máquinas que fariam o acesso alternativo.

A medida, segundo o MPF, foi tomada para resguardar uma população indígena que reside às margens da Estrada do Parque, no Parque Estadual de Guajará-Mirim, ligando os ligando os distritos de Jacinopólis e Nova Dimensão, ambos em Nova Mamoré.
Ou seja, para resguardar a população indígena, cerca de 60 mil pessoas estão condenadas ao isolamento e o desabastecimento, gerando um clima perigoso, em razão da escassez de alimentos nas duas cidades.

Agora, o Governo busca uma rota alternativa para chegar com mantimentos aos dois municípios, já que o acesso através da BR-421 está interrompido, em razão da cheia do rio Madeira que encobriu a rodovia em alguns trechos.
A abertura da estrada iria começar após a Assembleia Legislativa aprovar a autorização para que o Governo iniciasse as obras de 17 quilômetros da Estrada do Parque.

Os prefeitos de Guajará-Mirim, Dúlcio Mendes (PT) e de Nova Mamoré, Laerte Queiroz (PSDB), relataram os problemas enfrentados e manifestaram aos deputados estaduais a necessidade de abertura urgente da estrada.
“Estamos com risco de desabastecimento de comida, de gás, de combustível e outros problemas. Não podemos continuar isolados e a estrada tem que ser aberta imediatamente”, disse Laerte. De nada adiantou e a situação se agrava a cada dia, com a falta de comida e de combustível.

Fonte: www.maisro.com.br com Rondonoticias.com.br

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