GOVERNO RECEBE PLANO DE RECONSTRUÇÃO PÓS-ENCHENTE

2-plano-reconstrução-370x246Em reunião na manhã desta terça-feira (29), no Palácio Presidente Vargas, em Porto Velho, os representantes dos Sistemas Fecomércio, Fiero e Banco da Amazônia (Basa) apresentaram ao governador Confúcio Moura e ao secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), George Braga, o programa de reconstrução do Estado após a maior cheia dos rios Madeira, Mamoré, Guaporé, Machado e outros. O plano foi definido nessa segunda-feira por 62 instituições representantes de classes empresariais, bancos, governo estadual e prefeituras, sob a coordenação da Federação do Comércio do Estado de Rondônia (Fecomércio).

Para que o plano seja colocado em prática, de imediato, o governo estadual irá definir, nos dias 8 e 9 de maio, alguns pontos para consenso das informações, como valor real dos prejuízos e extensão da Estrada Parque, com vistas a receber reforço orçamentário da União. Para isso, é necessário ainda que o governo Federal reconheça o estado de calamidade decretado pelo governo de Rondônia por meio do Decreto 18.749, publicado no Diário Oficial do último dia 3.

2-reconstrução-370x246Conforme o superintendente da Fecomércio, Rúbens Nascimento, no programa, que mostra os principais impactos, principalmente no setor produtivo, são apontadas possíveis soluções a longo, médio e curtos prazos, começando pela remoção das famílias das áreas atingidas, construções de encostas na margem direita do rio Madeira, ponte sobre o rio Abunã e hidrovia Guaporé-Mamoré, além de repensar o traçado das BRs-364 e 425; e consolidar a Rodovia 420 ou 080 (se vier do Mato Grosso passando por Machadinho), conhecida como Estrada Parque. Ele ainda informou que para melhor aproveitamento dos projetos de ciência e tecnologia a Fecomércio está criando um Conselho Superior para tratar dessas áreas.

Alem dos impactos sociais, com as famílias sendo retiradas de suas casas, surgimento de doenças, entre outros, em decorrência da cheia, pelos cálculos da Fecomércio, a paralisação do comércio gerou prejuízos estimados em R$ 4 bilhões.

Ainda na reunião com o governador, o superintendente do Basa, Edmar de Souza Bernardino, disse que o banco, por ser de fomento, quer ser solidário, mas depende da aprovação da linha de crédito emergencial, que será destinada a todos os atingidos, de forma direta ou indiretamente. Ele orientou que o acesso ao financiamento exigirá apresentação de certidão negativa.

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