A cidade, que tem 6,5 mi de habitantes, voltou a ser a região com mais contágios no país europeu, concentrando um terço dos novos casos

O ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa, pediu nesta terça-feira (22) que a população da comunidade autônoma de Madri, onde fica a capital do país, evite ir às ruas e participar de encontros ou reniões de caráter social, para conter o aumento do número de casos de covid-19.

Apesar de achar que, no momento, não é necessário decretar estado de emergência, Illa disse à emissora de rádio “Cadena Ser” que as autoridades analisam se devem ser adotadas medidas complementares para combater uma nova onda de contágios.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, Madri – que tem 6,5 milhões de habitantes – voltou a ser a região com mais contágios no país europeu, concentrando um terço dos novos casos diagnosticados, 11.991 desde o dia 18 de setembro e 794 nas últimas 24 horas.

A comunidade autônoma também foi a que registrou o maior número de mortes por covid-19 durante a última semana, com um total de 87.

Diante desta situação, o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, e a presidente da comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, reforçaram na segunda-feira os mecanismos de cooperação entre as duas administrações e criaram grupos de trabalho para avaliar se as medidas já tomadas são suficientes.

Desde segunda-feira, parte de Madri vive um semiconfinamento, que afeta 850 mil habitantes do sul da capital e de alguns outros municipios, que só estão autorizados a deixarem suas casas para a realização de atividades imprescindíveis, como trabalhar, estudar ou cuidar de idosos.

Além disso, entraram em vigor outras restrições, como o fechamento de parques e jardins e a redução do limite de pessoas para reuniões e encontros em ambientes públicos ou privados, que passou de 10 para seis.

A capacidade de lotação de bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais agora é 50% menor, e velórios só podem reunir até 15 pessoas, caso sejam ao ar livre, e 10 em espaços fechados.

Locais de culto e cerimônias religiosas, por sua vez, tiveram sua lotação limitada a 33% de sua capacidade total.

“Acreditamos termos margem para reverter a situação e reduzir a curva de contágios se as medidas forem respeitadas”, afirmou Illa.

O ministro admitiu que a situação da Espanha é preocupante de forma geral e que, se não for contido o aumento do número de casos, o sistema público de saúde poderia ser comprometido, já que os hospitais estão mais pressionados do que antes, com um crescimento “substancial” de atendimentos de emergência.

Outro país que começa a se preocupar com a segunda onda de contágios é a Alemanha. No total, 272.337 casos de coronavírus foram confirmados em uma população total de 83,2 milhões de pessoas, dos quais cerca de 242,2 mil já se recuperaram da doença. Mas o número de mortos subiu para 9.386

Fonte: R7

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